Dicas para negociar dívidas do cartão de crédito

Por Redação IQ 360

Está com dívidas no cartão de crédito? Cuidado para que não vire uma bola de neve, os juros do cartão são os maiores do mercado e podem chegar a mais de 200% ao ano. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 76,4% das famílias endividadas do país tem o cartão de crédito como o principal responsável pelo problema.

Caso não consiga pagar o débito, seu nome pode ir parar nos cadastros de empresas protetoras de crédito como o SPC e Serasa. Se isso acontecer, uma das consequências será a dificuldade de conseguir crédito fácil e barato em bancos ou lojas. Dificultando o acesso a cheque especial, emissão de novos cartões de crédito, financiamentos e até mesmo de encontrar um novo emprego, pois algumas empresas não contratam funcionários com nome sujo na praça por acreditam que isso pode prejudicar o desempenho no trabalho.

Após o prazo de cinco anos da dívida, seu nome deixa de constar no SPC ou Serasa, mas a dívida vai continuar a existir prejudicando seu score de crédito e dificultando a busca por um novo crédito no mercado. Para evitar que isso aconteça, é possível negociar ou renegociar a dívida com o credor.

Como negociar dívidas do cartão de crédito com o banco?

Quitar a dívida com o cartão de crédito pode ser difícil por causa dos juros acumulados, multas e outros encargos que podem triplicar o valor inicial, mas é possível negociar com o credor para parcelar e reduzir o débito.

Primeiro tente descobrir qual o valor original da sua dívida, o que originou a bola de neve, sem os juros. Entre em contato com a administradora do cartão ou o gerente da sua conta no banco e solicite o Custo Efetivo Total (CET) para descobrir o valor real devido, sem juros e encargos.

Pesquise quais as taxas de juros e empréstimos existentes no mercado e como as instituições fazem a renegociação e use essas informações ao seu favor. Depois tente negociar parcelas e juros, expondo o valor que realmente pode pagar por parcela de acordo com sua situação financeira para que consiga cumprir o acordo. Mas evite fazer por telefone, vá direto a uma agência e converse com um funcionário da área para conseguir uma barganha melhor.

A instituição financeira geralmente tem dificuldades em receber valores devidos, e em muitos casos os custos da cobrança são muito altos, por isso elas estão dispostas a negociar com os devedores e você tem uma chance de conseguir um bom acordo e voltar a ter o nome limpo na praça.

Entretanto, se tiver dificuldade em negociar entre com uma Ação Revisional de Contrato para discutir os juros cobrados pela administradora do cartão, o que costuma facilitar um acordo amigável com o credor.

O banco pode te oferecer um empréstimo para que você quite o débito rotativo, cada instituição financeira tem diferentes formas de parcelamento que podem durar até 24 meses, nesse caso os juros são menores quando comparados com o crédito rotativo.

Avalie quais os juros oferecidos e se essa realmente será a melhor opção, além de descobrir qual o modo de parcelamento, se fixo ou variável, converse sobre alternativas e só feche o acordo se todos os custos ficarem claros (taxas de juros, valor total a pagar, etc).

O Serasa indica que você não é obrigado a aceitar a compra de um seguro para renegociar o crédito, nem um débito em conta corrente que ultrapasse 30% do valor da sua renda mensal (35% em empréstimos consignados). Ao firmar o acordo, o credor é obrigado a tirar o nome dos órgãos de proteção ao crédito após o pagamento da primeira parcela, fique atento.