Juros rotativos: o que são e 4 dicas para não cair neles

Por Redação IQ 360

juros rotativos

Quem tem um cartão de crédito sabe como é fácil gastar pensando que só vai ter que pagar lá para o final do mês. Mas o que pouca gente sabe é que, se você não pagar tudo que gastou na fatura do fim do mês, o banco vai cobrar juros exorbitantes na fatura seguinte sobre a quantia não paga anteriormente. Os juros rotativos devem ser evitados a qualquer custo, por isso é bom entender o que ele é e como funciona.

Vamos explicar em partes:

Como funciona uma fatura de cartão de crédito?

Antes de esclarecer o que são os juros rotativos, é bom entender o que é um cartão de crédito. Diferentemente do cartão de débito, onde a compra é descontada imediatamente da sua conta, o cartão de crédito funciona na base de um pagamento futuro, ou seja, ao final de cada mês a pessoa que utilizou o cartão de crédito deverá pagar um boleto com todos os seus gastos naquele período.

Esta é uma das maiores vantagens do cartão de crédito: por se tratar de um pagamento que não é efetuado na hora com o banco, a pessoa tem a chance de comprar algo antes de receber o seu salário. Quando ela tiver dinheiro em mãos, ela pode pagar todos os gastos do cartão de crédito na fatura – um boleto emitido pelo banco que deve ser pago até um prazo estipulado.

No momento de pagamento da fatura, a instituição bancária te diz o quanto você gastou naquele mês no crédito, ou seja, o quanto você deve pagar a ela. Supondo que você usou R$2.000, você deve pagar esses R$2.000 à instituição. Mas o banco te dá uma alternativa que a princípio parece sedutora: o pagamento mínimo, que, a partir de junho, é definido pelo banco de acordo com o perfil de cada cliente. Assim, você pode pagar o mínimo ou mais e transferir o que faltou para a fatura do mês seguinte.

Mas o banco não é tão benevolente assim: quando você deixa para pagar uma parte da fatura, serão aplicados juros sobre o valor. Esses juros são chamados de rotativos.

O que são juros rotativos?

Como explicado, os juros rotativos são a taxa aplicada quando se faz um crédito rotativo, que nada mais é que usar o saldo do cartão de crédito durante o mês, mas não pagar a quantia usada. Os juros vão cair em cima do que restou da fatura anterior, adicionando um valor a mais para ser pago na próxima fatura.

É preciso ter muito cuidado antes de recorrer aos juros rotativos. Ele pode se tornar uma erva daninha na sua conta bancária que acumula pagamentos nas faturas seguintes. Para você ter uma ideia do perigo, os juros rotativos costumam ser a taxa mais alta do mercado financeiro: em 2017, a taxa ficou em 334,6% ao ano!

Assim, ao usar os juros rotativos, a pessoa entra em uma bola de neve de dívidas com o banco, tendo que recorrer a outros empréstimos para deixar o nome limpo.

Novas regras dos juros rotativos

Felizmente, os juros rotativos sofreram uma mudança em abril de 2017 que continua até hoje: o consumidor só poderá fazer o pagamento mínimo da fatura por um mês, o que significa que o banco não pode mais seguir com essa dívida por meses indeterminados. Se o cliente não puder pagar a fatura total após ter o usado o crédito rotativo durante um mês, ele vai ter que parcelar a dívida em outra linha de crédito, com juros mais baixos.

O Banco Central fez essa medida para evitar a “bola de neve” de dívidas no país, além da inadimplência. Com a antiga regra, as instituições bancárias aplicavam juros que só cresciam a cada mês, transformando a fatura em um monstro de sete cabeças que nunca poderia ser derrotado.

Além desta mudança de pagamento por mês, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu em abril de 2018 novas condições para a porcentagem do pagamento mínimo da fatura. Como dissemos anteriormente, a partir de junho a porcentagem mínima que o cliente pode pagar numa fatura vai ser definida pelo banco, de acordo com o perfil de cada um e com a política de crédito de cada banco. Essa é uma grande mudança para quem usa cartão de crédito, porque antes o mínimo era o mesmo para todos: 15%. A partir de agora, a porcentagem mínima de pagamento vai ser específica.

Dicas para não cair nos juros rotativos

Para quem tem cartão de crédito e está com o dinheiro apertado no final do mês, pagar o mínimo do cartão pode ser uma grande tentação. Para evitar cair nessa cilada, confira algumas dicas que sugerimos:

  • Planeje os seus gastos a cada dia e apenas use aquilo que você vai poder pagar ao final do mês, de acordo com o seu salário.
  • Para te ajudar a ter os seus gastos em mente, baixe aplicativos como o Guia Bolso e Mobilis em que você pode delimitar todas as suas compras com o cartão em um calendário. Assim, você sabe quanto dinheiro resta na sua conta e se ele vai ser o suficiente para as demais despesas até o fim do mês.
  • Se você perceber que gasta mais do que ganha, é bom analisar que gastos podem ser cortados da rotina para conseguir pagar a fatura total ao final do mês. Veja se você costuma gastar com coisas desnecessárias ou se você pode comprar produtos mais baratos, como os de supermercado, por exemplo.
  • Caso você não tenha nenhum gasto para cortar, considere fazer um empréstimo consignado ou pessoal, já que ambos apresentam taxas de juros muito menores que a do crédito rotativo. Pode dar uma aliviada no seu bolso e te afastar da tentação dos juros rotativos!

 

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