Porque você não deve usar o cartão de crédito para sair das dívidas

Índice de Conteúdomenu

  1. Custo do Cartão de Crédito
  2. Outras opções
  3. Uma bola de neve
  4. Melhores taxas

Muitas pessoas usam seus cartões de crédito para quitar dívidas. No entanto, esse é um erro enorme. A verdade é que usar o cartão de crédito para pagar dívidas só fará uma coisa: aumentá-las.

De fato, o cartão de crédito é a forma mais rápida e fácil de conseguir dinheiro. Quando já se tem o cartão de crédito, ele permite um gasto automático, sem ter de preencher papéis nem passar por toda a burocracia de pedir um empréstimo.

Contudo, apesar dessa facilidade, usar o cartão nessas situações pode atrapalhar a sua saúde financeira.

Usar o Cartão de Crédito para pagar dívidas não é uma boa ideia

Os cartões de crédito são um jeito fácil e rápido de conseguir dinheiro, mas também são um dos métodos mais caros de empréstimo.

Quando não pagamos o valor total do cartão, a taxa de juros cobrada poderá chegar aos 475% ao ano (rotativo do cartão). É exatamente esse rotativo do cartão que é responsável pela maior parte do endividamento das famílias brasileiras.

Então, se alguém já está com dívidas e acaba colocando o limite do cartão de crédito no vermelho, a situação só vai piorar. São juros em cima de juros, a valores astronômicos. Se já está com dificuldade para pagar as suas contas, como vai arcar também com essas taxas cobradas pelo cartão?

De fato, o cartão de crédito, seguido do cheque especial, é a opção mais cara para o consumidor. Por isso, deverá ser evitado a todo o custo. Os juros ao ano quase chegam aos 500% no caso dos cartões e 330% ao ano no caso do cheque especial.

Outras opções são bem mais baratas. Por exemplo, se não conseguir pegar um empréstimo no banco (71.9% juros ao ano), poderá optar por um empréstimo pessoal em financeiras, com uma taxa de juro ao ano de 161.8%, média.

É importante sempre avaliar todas as opções antes de tomar uma decisão para não colocar a sua saúde financeira em um risco ainda maior.

Outras opções de crédito

Como vimos anteriormente, outras opções acabam sendo mais vantajosas, apesar de precisarem de mais burocracia. Estamos falamos em uma redução de mais de 300% em taxas de juro.

Talvez a melhor opção seja pedir um empréstimo pessoal ao banco, pois aplica uma taxa de juro anual de 71.9%.

No caso de as dívidas serem ao banco, a melhor opção é tentar uma renegociação da dívida junto com a entidade bancária. Existe a hipótese de alargar os prazos do empréstimo, e assim conseguir uma mensalidade menor.

Se tem mais de um empréstimo, talvez o mais aconselhado é renegociar os créditos de forma a colocar todos em apenas um, e assim ajustar o valor para conseguir ficar um pouco mais folgado.

Note que para fazer a consolidação da sua dívida, você está sujeito a aprovação de crédito Você estará fazendo um novo contrato, o que implica uma nova aprovação.

Uma bola de neve

Independentemente da solução que encontrar, é necessário uma mudança de hábitos. Não adianta de nada renegociar as dívidas se continuar usando o seu cartão de crédito e pagando os juros altíssimos que eles cobram.

A verdade é que o cartão de crédito é uma bola de neve que se transforma em uma avalanche. Quando nos damos conta já não temos controle algum sobre os nossos rendimentos, pois os juros levam uma grande parte do dinheiro embora.

Por isso, além de renegociar a dívida, ou pedir um empréstimo pessoal, aconselha-se pensar em como gerir o dinheiro sem usar a opção crédito.

Se chegou a um ponto em que é difícil controlar o uso do cartão, o melhor mesmo é cancelá-lo. Manter o cartão ativo é uma tentação e poderá ser a desgraça total se não tiver como pagar o que gastou nesse mês.

Recorde que, se não pagar o que gastou no mês, os juros serão cobrados. Eles ficam cada vez maiores, pois somam os valores todos os meses. Muito cuidado!

Melhores taxas de empréstimos e renegociação de dívidas

Quando buscamos taxas de juro mais baixas, o crédito consignado talvez seja aquele que nos dá melhores ofertas. Os juros são dos mais baixos que existem. Além disso, as parcelas da dívida são descontadas da sua folha de pagamento, e por isso existe um maior controle de ambas as partes. Esse fator também dá ao banco uma garantia de que o pagamento será feito, e por isso eles oferecem melhores taxas de juro.

No entanto, o crédito consignado não está disponível para todos: apenas aposentados e pensionistas do INSS e pessoas que estejam empregadas em empresas privadas com convênios com o banco em questão.

O refinanciamento do imóvel também é uma opção. Nesse caso, é necessário dar o imóvel como garantia, e conseguindo assim um empréstimo com juros bem mais baixos, podendo variar entre os 19.56% e os 26.86% ao ano.

Quanto à renegociação de dívidas, cada caso é um caso. Não existe uma solução única para todas as pessoas. O banco terá que avaliar o perfil de forma individual para chegar a um acordo que seja favorável a ambos.

Neste caso em particular, é possível baixar a mensalidade em até 70%, valor bem mais leve.

Estude bem qual a melhor opção no seu caso em particular. No entanto, pode acreditar que qualquer uma é melhor do que usar o seu cartão de crédito!