Porque você deve sempre pagar a fatura inteira do cartão

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. Pagamentos do cartão de crédito
  2. Juros são o problema
  3. Efeito bola de Neve
  4. Planejamento é a saída

Estourar o limite do cartão e pagar apenas o mínimo exigido não é uma boa ideia.

O cartão de crédito é responsável pela grande parte de inadimplências das famílias brasileiras. O uso do cartão é muito fácil, já que temos à nossa disposição dinheiro de forma automática para gastar, acabamos não deixando para depois aquilo que podemos comprar hoje.

Mas a verdade é que esse é um dos maiores erros que podemos cometer. O risco de não conseguir pagar a fatura inteira do cartão no final do mês é muito grande, até porque esse dinheiro já não existia antes.

O problema é que, quando não se paga a fatura inteira do cartão, os juros do rotativo são cobrados.

Pagamentos do cartão de crédito

Uma grande tentação é pagar o mínimo do cartão, já que é uma opção fácil de ser escolhida. E esse é o real problema. Fazemos uma compra de um valor alto, mas já tendo em mente pagar o mínimo.

Assim que não pagamos o valor total da fatura, a dívida passa a ser paga mensalmente, com juros.

A questão piora quando temos outras compras já parceladas para o mês seguinte. Se já não tínhamos dinheiro esse mês para pagar o total da fatura do cartão, o mês seguinte será pior, pois acresce ao valor já parcelado o mínimo do cartão e os juros do rotativo.

Juros são o problema

Ao escolher pagar o mínimo do cartão, os juros cobrados são bem mais elevados do que qualquer outro montante que deseje pagar mensalmente.

No caso dos juros do financiamento da diferença, eles acabam sendo muito superiores aos juros de parcelamento para valores mínimos. Na prática, o que acontece é que quando fazemos o pagamento mínimo estamos pagando juros extras. Por isso o pedido de parcelamento é sempre mais vantajoso.

Além disso, o pagamento mínimo também acaba reduzindo o seu limite do cartão de crédito. Nesse caso, o valor liberado pelo cartão é aquele que já pagou, e nada mais.

Efeito Bola de Neve

O pagamento mínimo do cartão pode ser atrativo, mas as taxas cobradas são altas. Com isso formamos uma verdadeira bola de neve, que cresce constantemente.

No entanto, fazer o pagamento mínimo não quer dizer, obrigatoriamente, que fiquemos com dívidas. Se as contas forem bem planejadas, é possível liquidar a dívida o mais rápido possível e retomar o controle da situação.

Mas é verdade, também, que o pagamento mínimo atrapalha mais do que ajuda no que toca as finanças pessoais.

É uma questão de entender um pouco da situação que está vivendo no momento. No caso de querer pagar o mínimo do cartão, isso quer dizer que não teve como liquidar o total da fatura.

Vejamos um exemplo prático. Imagine que esse mês chega uma fatura de R$500 no cartão para pagar. No próximo mês vão cair mais R$300 em compras já parceladas no cartão.

A escolha passa por pagar o mínimo do cartão porque não tem os R$500 para liquidar a fatura. O que acontece é que a diferença será somada à fatura do próximo mês.

Olhando para o exemplo acima, além dos R$300 que já temos em compras parceladas, somamos os valores da diferença da fatura que pagou o mínimo. Ora, se já não tínhamos R$500 para pagar, como faremos quando tivermos R$600? Optamos novamente pelo pagamento mínimo do cartão. E isso acontecerá sucessivamente.

Planejamento é a saída

Sendo assim, precisamos ter muito cuidado quando nós usamos o nosso cartão de crédito. Os juros elevados, os rotativos do cartão e a impossibilidade de liquidar totalmente a fatura mensal poderão nos levar a uma situação sem controle.

Daí há uma grande necessidade de sempre planejar os nossos gastos de acordo com os nossos ganhos. Faça de tudo para gastar somente aquilo que puder pagar. O ideal é que sempre pague a fatura inteira do cartão, não acumulando valores de um mês para o outro e evitando o pagamento do rotativo.

A única forma de manter as contas controladas é não gastar mais do que se ganha.

Se às vezes se sentir tentado em passar o cartão, pense que isso poderá levá-lo a uma situação insustentável. É preferível aguardar mais alguns meses, juntando o dinheiro que gastaria com os juros, por exemplo, para adquirir algo que esteja querendo comprar.