Antecipação de recebíveis: como funciona?

Por Redação IQ 360

Assim como é possível receber valores antecipados do 13º salário, às vezes em parcelas diluídas ao longo do segundo semestre, também existe a possibilidade das empresas receberem montantes antes do prazo previsto. No mercado financeiro, é o que chamamos de antecipação de recebíveis. Funciona também como uma espécie de empréstimo, porém com juros muito menores do que um financiamento tradicional, disponível apenas para as pessoas jurídicas.
Em tempos de crise econômica e instabilidade do mercado em diversos setores, esse tipo de procedimento pode ser bem interessante, mas exige cautela. Se a empresa não está conseguindo sair do vermelho, honrar com a folha de pagamento de seus funcionários e precisa receber o mais rápido possível um determinado valor que estava previsto para ser pago em um prazo maior, ela pode cogitar a antecipação de recebíveis. Mas, para isso, precisa ter alguma garantia de que o pagador vai cumprir a sua parte.
Esse pagador pode ser um cliente, por exemplo, que comprou determinada quantia do produto da empresa e se comprometeu em pagar. Para adiantar esse pagamento, o empresário pode solicitar ao banco ou instituição financeira que antecipe o montante. Quando o cliente efetivamente pagar, é o banco quem vai receber. Em termos mais técnicos, além dos bancos tradicionais, são os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e as factorings que atuam nessas operações e fornecem o crédito.
Os especialistas também indicam que essa antecipação possa ser referente a compromissos assumidos por meio de duplicatas, parcelamento no cartão de crédito, cheques pré-datados, entre outros formatos. Ou seja, com a antecipação, o dinheiro prometido entra antes no caixa da empresa.
Nessa modalidade, as taxas de juros vão ser diretamente proporcionais ao tempo que o pagador vai levar para creditar o valor que prometeu ao empresário. Quanto mais tempo, mais juros incidem. Sendo assim, vale a regra fundamental de qualquer empréstimo: pesquisar todas as instituições disponíveis, fazer simulações e negociar ao máximo. Até porque, se o cliente não pagar, a dívida volta para você.
Nesse processo, o banco contratado vai fazer uma análise da sua empresa e do seu cliente. Levando em conta a capacidade financeira de ambos, se estão com o nome sujo na praça etc. Mesmo assim, como ninguém está totalmente assegurado de que vai honrar com os seus pagamentos e dívidas, é bom que você leve em consideração a possibilidade do seu cliente não pagar o banco. Em outras palavras, trata-se de uma operação de risco que merece ser muito bem avaliada no seu planejamento.