Carro ou casa: qual é melhor como garantia para empréstimo?

Por Redação IQ 360

Entre as modalidades de crédito disponíveis no país, uma das mais populares é o empréstimo com garantia, em que um bem, como imóvel ou carro, é oferecido como forma de pagamento. Esse tipo de crédito também é conhecido como refinanciamento e permite ao banco tomar o bem caso tenha inadimplência.
Como há algo de garantia para o caso do não pagamento da dívida, os juros deste empréstimo acabam sendo menores, de mais ou menos 2% ao mês, taxa parecida com o de consignados, mas que variam de acordo com o banco ou instituição financeira. Uma das grandes vantagens desse tipo de crédito é que ele pode ser solicitado por negativados com cadastro em serviços de proteção ao crédito.
O empréstimo com garantia oferece prazos maiores de pagamento, por isso pode ser uma opção atraente para quem precisa de um volume de dinheiro alto a ser pago durante mais tempo. Apesar das vantagens, também há mais burocracia envolvida que pode acarretar custos extras, por isso é fundamental pesquisar e comparar as opções e as condições dos possíveis credores.

Carro ou Imóvel para empréstimo

Usar o carro ou o imóvel como garantia para pedir um empréstimo envolve vantagens e desvantagens específicas. No caso do carro, a instituição financeira pode pagar entre 50% a 90% do valor total do veículo, percentual que depende dos critérios adotados por cada empresa e o ano de fabricação. Saiba que o veículo vai passar por uma vistoria, por isso deve estar em boas condições de conservação e funcionamento e, na maioria dos casos, não são aceitos veículos com dez anos ou mais. Além disso, ele fica alienado, ou seja, não pode ser vendido enquanto a dívida não for paga.
Já no caso do imóvel usado como garantia, ele pode ser vendido, mas o processo é um pouco diferente do tradicional. Para a liberação do crédito a propriedade imobiliária pode ser residencial ou comercial, mas o valor do empréstimo não ultrapassa 60% do seu valor real. Assim como o automóvel, o imóvel é vistoriado e os custos de documentação de alienação do bem em nome do banco e eventuais seguros ficam por conta do consumidor, por isso fique atento aos custos. A liberação do crédito para o empréstimo com garantia de imóvel é mais burocrática, porque para ter a certeza de que a garantia é válida.
Ambos precisam estar quitados para que o empréstimo seja liberado, e nos dois casos o banco pode tomar o carro e leiloar o imóvel caso de inadimplência para reaver o dinheiro emprestado. Os prazos de pagamento ficam entre 12 e 60 meses para veículos e podem chegar até 240 meses (20 anos) para imóveis. Antes de decidir por uma dessas possibilidades de empréstimo fique atento ao custo de operação (CET), que inclui taxa de análise de crédito e seguros, que pesam na parcela.