Qual a diferença entre empréstimo e financiamento?

Por Maria Teresa Lazarini

Índice de Conteúdomenu

  1. O que é financiamento?
  2. O que é empréstimo?
  3. Quando cada um é indicado?

Quando analisamos as opções de crédito disponíveis no mercado, aparecem dois termos que são frequentemente confundidos: empréstimo e financiamento. Mesmo que pareçam sinônimos, os dois são bem diferentes nos quesitos de juros, contratação e, principalmente, em relação ao objetivo do crédito.

Veja a seguir porque eles não são iguais.

O que é financiamento?

No financiamento, o crédito é destinado somente para a compra de um bem específico que está definido no contrato: um carro, um imóvel, um trator, uma lancha, etc. A instituições financeiras ou bancos não vão entregar o dinheiro nas mãos da pessoa que solicitou o financiamento: o dinheiro do crédito vai diretamente para a empresa que vendeu o bem que está sendo financiado.

Outra característica do financiamento é que o bem que vai ser pago deve ficar em garantia com o credor, ou seja, a instituição financeira ou o banco. O bem só ficará no nome da pessoa quando ela terminar de pagar todas as parcelas do financiamento; caso contrário, o credor do financiamento ficará definitivamente com ele e depois o leiloará.

Esta garantia de que o bem financiado pode ficar nas mãos do credor em caso de inadimplência é o motivo das taxas de juros serem baixas nos financiamentos, já que os bancos ou instituições têm mais certeza de que não sairão no prejuízo depois de dar crédito para alguém.

Já que o financiamento envolve taxa de juros menores e um bem como garantia, conseguir este tipo de modalidade costuma ser mais burocrático, fazendo com que a análise de crédito seja mais demorada e mais criteriosa. Outro fator que contribui para a demora na aprovação de um financiamento é o valor do crédito concedido. Isso acontece porque o financiamento é usado para operações mais caras, como é o caso da compra de um carro ou um imóvel – o que todo mundo sabe que não é nada barato.

O que é empréstimo?

Diferentemente do financiamento, o empréstimo proporciona uma liberdade maior, porque o dinheiro emprestado pode ser usado para o que a pessoa quiser, o que quer dizer que o motivo do empréstimo não precisa ser informado para o banco ou para a instituição financeira. Outro motivo que distingue essas duas modalidades de créditos explicadas no texto é a garantia: enquanto é obrigatória no financiamento, a garantia não é necessária para você conseguir fazer um empréstimo – a não ser no empréstimo com garantia sobre o qual falaremos depois.

Do mesmo modo que a garantia de um bem dá segurança de pagamento para quem concede um crédito, a falta da garantia torna o empréstimo um negócio muito mais arriscado para a instituição credora. Por isso, as taxas de juros dos empréstimos são mais elevadas e os prazos de pagamento das parcelas, menores. Em contrapartida, a liberação de um empréstimo costuma ser mais simples e rápida do que num financiamento, uma vez que não é preciso passar por toda burocracia de colocar um bem em garantia no nome do banco ou instituição.

Embora o empréstimo tenha taxas de juros mais altas, há uma modalidade que consegue oferecer juros menores: o empréstimo com garantia. E sabe por quê? Por conta dessa tão falada garantia. Entretanto, esse tipo de empréstimo continua sendo diferente do financiamento, porque você não precisa informar o motivo daquele crédito. Colocar um bem em garantia, geralmente um imóvel ou um carro, vai ser apenas uma segurança para o credor de que você tem mais chances de pagar o crédito, mas você continua podendo usar o dinheiro emprestado como bem entender – diferentemente do financiamento.

Com toda essa conversa sobre garantia e sua influência na definição das taxas de juros, conseguimos perceber que o fator mais importante para definir os juros em uma operação de crédito é o grau de risco do crédito para a instituição financeira. Em operações de crédito sem garantia, o credor enxerga um risco de inadimplência muito maior do que em créditos que funcionam na base de alienação de bens.

Quando cada um é indicado?

Como você pôde perceber, esses dois tipos de créditos têm funções e características diferentes que são indicados, naturalmente, para casos diferentes. Por isso, antes de decidir qual das duas modalidades é mais adequada para você, vale se perguntar: para que eu preciso deste dinheiro? Minha necessidade é urgente? Também é importante saber se você cumpre os requisitos para solicitar cada tipo de crédito: por exemplo, caso queira fazer um financiamento, você deve necessariamente ter um bem para financiar.

Mas se o empréstimo for a modalidade de crédito mais adequada para você, é interessante ir atrás de empréstimos online, porque eles são muito mais rápidos que os convencionais e apresentam pouca burocracia. Para facilitar sua vida, a Plataforma do IQ reúne os melhores empréstimos de acordo com o seu perfil e te leva direto para o site da instituição financeira, onde você poderá solicitar o crédito.

Se você cumprir os requisitos para fazer tanto um empréstimo, quanto um financiamento, vale a pena fazer simulações online de créditos e procurar qual opção oferece as taxas mais baixas: tanto os juros, como também o Custo Efetivo Total. Assim, você poderá desfrutar da melhor opção de crédito para o seu bolso.