Financiamento ou consórcio na hora de trocar de carro?

Por Redação IQ 360

Se a manutenção mensal do seu carro está superando o percentual de 10% do valor do veículo ou a montadora já lançou um modelo de nova geração, esses são dois bons motivos para começar a pensar em trocar o seu usado por um novo ou seminovo. Quanto mais recente for o seu automóvel, com quilometragem compatível, sem danos graves, melhores as chances de você conseguir um bom dinheiro com ele.
E depois da venda se você não puder pagar à vista, é melhor fazer um financiamento ou entrar em um consórcio? Confira as dicas dos especialistas:

Urgência na compra? Financiamento

A primeira pergunta a se fazer é, qual é a urgência real em adquirir o carro novo? Se você acabou de vender e não pode ficar sem um veículo no dia a dia, talvez o financiamento seja a melhor opção. Assim, você consegue dar uma boa entrada, diminuindo as parcelas e os juros da dívida pendente. Mas lembre-se que, para conseguir o financiamento em um banco ou instituição financeira, deverá estar com o nome limpo e ter certeza de que será possível pagar as parcelas todos os meses. Caso contrário, se o carro ficar como garantia você corre o risco de perdê-lo para o banco por causa da inadimplência.

Sem pressa? Consórcio

O consórcio é a opção mais indicada para quem não tem tanta urgência ou já possui um veículo na família. Com o dinheiro da venda do seu usado, é possível inclusive já começar a participar dos lances entre os consorciados e tentar obter a carta de crédito logo de cara. Assim, você adquire o carro em um tempo menor do que se ficasse dependente dos sorteios mensais, entregue à própria sorte, literalmente.
No consórcio, pessoas interessadas em um determinado veículo se tornam cotistas de um grupo específico e pagam uma mensalidade fixa até o final, retirando o veículo pelo sorteio ou pelo lance. Se você for o último da fila, só vai conseguir receber o carro ao final do contrato. No lance, você pode antecipar o número de parcelas e liquidar a sua cota antes do tempo. Mas é bom ficar atento: mesmo não tendo juros, os especialistas alertam que a taxa cobrada pelas administradoras para manter o consórcio ativo pode ser tão alta quanto uma taxa de juros normal. Portanto, antes de entrar no consórcio, pesquise bem qual é a empresa mais vantajosa do mercado, faça simulações e não caia na tentação de fechar o primeiro contrato que aparecer na sua frente.