Entenda o que é margem consignável de um empréstimo

Por Redação IQ 360

Você sabe o que é margem consignável de um empréstimo? O empréstimo é uma das maneiras mais comum de adquirir um financiamento para pagar contas ou outras dívidas acumuladas. De acordo com os especialistas, os empréstimos pessoais são muito comuns e não raro acabam virando uma bola de neve. A causa nem sempre é um gasto extra ou imprevisto, mas sim porque o consumidor não conseguiu organizar a sua vida financeira e o salário não permite que ele faça uma poupança mais estável.

Além do empréstimo pessoal, um dos mais procurados no mercado é o empréstimo consignado, recomendado principalmente para aposentados, pensionistas, servidores públicos ou funcionários de empresas conveniadas a bancos que oferecem essa modalidade.

Isso ocorre porque o pagamento das parcelas é feito diretamente por meio de um desconto do salário. Ou seja, se o solicitante contratou o empréstimo consignado, a cada mês ele vai receber um valor menor do que o salário completo para ir quitando os débitos no período acordado.

Esse desconto, no entanto, não pode ultrapassar um limite pré-estabelecido por lei. É por isso que existe a chamada margem consignável. Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que ela representa, então vamos aos detalhes.

A legislação garante que a parcela máxima do empréstimo consignado não seja superior a 30% do salário do consumidor, e 5% para cartão de crédito consignado. No caso de um trabalhador ou beneficiário que receba em folha o valor de R$ 1.000,00, o máximo que ele poderá comprometer com o empréstimo é R$ 300. Se o salário for de R$ 2.000, a margem sobe para R$ 600, por exemplo.

Outro fator relevante e que merece atenção na margem consignável é com relação às dívidas ou empréstimos anteriores. Se o trabalhador ou pensionista já contraiu um empréstimo consignado e está pagando as parcelas, ele só poderá adquirir um novo se esse valor couber dentro da margem.

Ou seja, se o valor máximo a ser comprometido é de R$ 350 e ele já paga R$ 200para saldar uma dívida, o limite disponível é de apenas R$ 150 ao mês. Se o total do novo empréstimo for muito elevado, na prática, o solicitante deverá aumentar o número de parcelas ao longo do tempo para que esse montante seja diluído mensalmente e aceito na margem consignável. Mas se essa opção acabar resultando em um período muito extenso, o melhor caminho seria diminuir o valor global do empréstimo desejado pelo consumidor para que as parcelas entrem na cota e ele não fique devedor por tantos meses ou anos.

No fim das contas, a saída mais recomendável sempre é avaliar os custos fixos dessa parcela a cada mês e o total a ser quitado para não cair na emboscada de pagar juros sobre juros e ficar eternamente dependente do empréstimo consignado.