Empréstimo: é melhor dividir em mais ou menos parcelas?

Por Redação IQ 360

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Ao fazer qualquer tipo de empréstimo, sempre surge a dúvida de quantas parcelas serão necessárias para quitar a dívida por completo. A resposta, porém, não tem uma fórmula pronta. Vale a regra de “cada caso é um caso”. Alguns caminhos são mais recomendados do que outros, é verdade. Até porque estamos tratando de uma dívida sobre a qual incidem muitas taxas de juros e tributos.

Menos parcelas

Se você pretende contratar um empréstimo apenas para adiantar um valor que poderá ser pago em um espaço curto de tempo, a recomendação é sempre optar por um número mínimo de parcelas. Quanto maior for o parcelamento da sua dívida, mais juros incidirão sobre cada parcela, aumentando ainda mais o valor final. Não raras vezes o empréstimo pode sair o dobro do valor que de fato entrou na sua conta corrente por causa desses juros. Em outras palavras, quanto menos você parcelar, menos juros pagará.

Mais parcelas

O parcelamento quase a perder de vista é uma tendência dos brasileiros não apenas nos empréstimos, mas principalmente no pagamento de compras com cartão de crédito. Isso porque o valor total dos produtos raramente cabe no orçamento do mês e, para comprar mais itens, é preciso parcelar e se endividar.
Com os empréstimos, essa conta é mais ou menos parecida. Ou seja, se você solicitou um empréstimo muito alto para quitar dívidas ou financiar um veículo ou imóvel, o pagamento dessa nova dívida vai precisar caber no seu orçamento de cada mês.
Ou seja, além das contas fixas e das dívidas anteriores, a parcela do empréstimo não deve ultrapassar os 30% da sua renda. Sendo assim, quanto maior o tempo para quitar o empréstimo, menores serão as parcelas. Mas os juros vão incidir no longo prazo.

Adiantamento de parcelas

Nos dois casos acima, a recomendação dos especialistas é a mesma: caso você receba um dinheiro extra – seja do 13º salário, seja da participação nos lucros da empresa onde trabalha –, utilize para amortizar e reduzir o seu empréstimo. Para quem fez um empréstimo muito longo, essa dica vale ainda mais. Com isso, os juros diminuem e você pode também renegociar o que falta pagar, por exemplo.

Capacidade de pagamento

Por último, saiba que o número de parcelas vai depender da sua capacidade real de arcar com a dívida mensal. Ou seja, não adianta diminuir o número de parcelas se elas não poderão ser pagas e você acabar mergulhando na dívida do cheque especial, que tem juros muito mais altos. Avalie bem a sua situação financeira atual, coloque tudo em uma planilha e contabilize o valor máximo que poderá comprometer a sua renda com essa dívida.