Quais são os principais tipos de empréstimo oferecidos no Brasil?

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. Empréstimo Pessoal
  2. Empréstimo Consignado
  3. Empréstimo por Penhor
  4. Refinanciamento de Imóveis
  5. Antecipação da restituição do Imposto de Renda e do 13º salário
  6. Cheque Especial
  7. Cartão de Crédito

Fornecidos por bancos ou instituições financeiras, os empréstimos permitem que as pessoas consigam uma determinada quantia em dinheiro sem ter necessariamente uma destinação específica. Que deve ser paga em um prazo pré-estabelecido com o acréscimo de juros e encargos.

Nenhuma entidade é obrigada a oferecer empréstimos no país, mas ela tem liberdade de definir critérios próprios ao oferecê-los, como a taxa de juros, prazos, forma de pagamento e a renda mínima necessária para conseguir ter o crédito liberado.

Os empréstimos podem ser solicitados por empresas e pessoas físicas.  Geralmente, são usados para quitar dívidas, abrir um negócio, melhorar algum empreendimento, comprar um bem, viajar etc. Existem diferentes modalidades disponíveis atualmente e cada uma com condições específicas. Confira abaixo quais ao mais oferecidos para pessoa física:

Empréstimo Pessoal

 

Essa é a modalidade mais comum. Para solicitar basta procurar um banco ou agência financeira que define por conta própria as regras, juros e encargos. Essas entidades vão fazer uma análise de crédito, para só então liberar o dinheiro solicitado. O processo costuma ser rápido e está acessível para todos. Com exceções de restrição para quem é considerado mal pagador e/ou está com nome no SPC/Serasa.

Empréstimo Consignado

Direcionado para funcionários públicos, funcionários de empresas privadas (conveniadas com bancos), aposentados ou pensionistas, essa modalidade de empréstimo desconta as parcelas diretamente na folha de pagamento ou benefício. Com as menores taxas do mercado, só pode comprometer 30% da renda do solicitante. E, no caso de trabalhadores de empresas privadas, se houver demissão enquanto as prestações da consignação não estiverem sido quitadas, o empregador deve reter 30% do valor da rescisão do contrato para o pagamento da dívida.

Empréstimo por Penhor

Aqui, não há restrições e nem pré-requisitos. O empréstimo é feito quando há um bem oferecido em troca de dinheiro, cujo valor será definido após uma avaliação do que deve ser penhorado. O mais comum é o penhor de joias, feito pela Caixa Econômica Federal. O pagamento deve ser feito no prazo de reaver o bem, que fica como garantia, e a inadimplência resulta na perda definitiva dele.

Refinanciamento de Imóveis

O cliente dá o imóvel como garantia do pagamento, o que proporciona juros mais baixos do que no crédito pessoal. Entretanto, esse tipo de empréstimo envolve muita burocracia e custos elevados, já que os procedimentos requeridos podem ter custos altos e o comprador pode perder o imóvel caso não consiga pagar as prestações ou renegociar a dívida.

Antecipação da restituição do Imposto de Renda e do 13º salário

Nessa modalidade, é possível receber antecipadamente o valor concedido na restituição do Imposto de Renda ou o valor do 13º salário, ainda não pagos. As taxas também são menores do que em empréstimos pessoais, mas há pouca flexibilidade, já que a quitação deve ser feita até dezembro (no caso da restituição) e até as datas de pagamento do 13º. Caso aconteça imprevistos, como malha fina ou não receber o salário, ficará mais difícil quitar a dívida.

Cheque Especial

Prático e flexível, o cheque especial é um crédito pré-aprovado na conta-corrente e “cobre” o saldo devedor, se não houver dinheiro na conta. Entretanto, os juros são um dos mais altos, em média 13,53% ao mês, e o valor devido é debitado diretamente da conta-corrente, sempre que voltar a ter saldo.

Cartão de Crédito

Quando você não paga o valor total da fatura, o valor residual fica para o próximo mês, acrescido de juros e multas. Mas, os juros são altíssimos, os maiores do mercado, e podem superar 300% ao ano. Por isso, uma medida do Conselho Monetário Nacional passou a restringir o prazo do rotativo a 30 dias. Ou seja, você só pode pagar o valor mínimo da fatura uma vez, no mês seguinte só será possível pagar o valor total, contratar um financiamento parcelado (oferecido pelo banco ou administradora) ou ficar inadimplente.