Saiba o que é o refinanciamento do empréstimo consignado

Por Redação IQ 360

O empréstimo consignado é aquele mais procurado por aposentados ou pensionistas, mas também está disponível para os funcionários de empresas que têm convênios com bancos que oferecem essa modalidade. Ao assinar um contrato, o valor da dívida será debitado diretamente do salário. Por essa razão, as parcelas não podem superar o total de 30% do pagamento em folha do solicitante.

Se comparado com o empréstimo pessoal, os juros são consideravelmente menores e essa modalidade se torna bem atrativa. Ou seja, para o banco, existe a certeza de que a dívida será paga todo mês, já que o desconto é automático. Para o solicitante, no entanto, é um desconto que vai pesar durante todo período do financiamento.

Com o passar dos meses ou anos, o devedor vai pagando essa dívida adquirida até terminá-la completamente. No entanto, ao longo desse caminho, existe uma outra modalidade que pode ser bem interessante para aliviar o rombo de cada parcela. É o chamado refinanciamento do empréstimo consignado.

O refinanciamento fica disponível para o consumidor depois que entre 15% e 30% do total da dívida já foi paga. Os 85% ou 70% ainda restantes poderão ser quitados com juros menores e assim até liberar uma boa parte da margem consignável do devedor.

Essa prática também é chamada de “renovação do empréstimo consignado”, e é indicada especialmente para quem já comprometeu o limite do salário com o pagamento de dívidas. Com isso, o refinanciamento abre a possibilidade de não se adquirir mais um parcela, e sim continuar pagando a que você já tinha.

Os valores que serão concedidos como crédito estarão proporcionalmente ligados ao que você já pagou pelo empréstimo anterior e que ainda depende de parcelas a vencer. Segundo os especialistas, o maior atrativo é que o refinanciamento dá continuidade e não deixa o usuário perder de vista o valor total que ainda precisa ser quitado.

Ou seja, ele não compromete ainda mais o seu orçamento, porque estará dentro do que já estava sendo pago mensalmente. E com o benefício de receber ainda mais crédito. Isso evita o chamado “superendividamento”, porque as parcelas não vão se sobrepor. Elas continuam na mesma faixa.

Ao solicitar um refinanciamento, também é possível conseguir uma taxa de juros mais baixa do que aquela que incidia nas parcelas anteriores, o que já se torna um ótimo ganho para quem está devendo há muito tempo.

Para buscar essas taxas mais em conta, os especialistas lembram que existe a portabilidade dos bancos. O consumidor não é obrigado a fazer o refinanciamento na mesma instituição financeira em que já estava. É recomendável que se busque a melhor alternativa dentre os bancos que oferecem o refinanciamento.

No Brasil, todos os grandes bancos estão aptos a fazer esse tipo de procedimento, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco, Santander e outros. Nesse processo, é bem possível que o novo contrato também reorganize os prazos de quitação.

No entanto, se a urgência na transferência é o fator fundamental, talvez seja melhor fazer o refinanciamento no mesmo banco em que o empréstimo inicial foi efetivado. Tudo vai depender das prioridades do consumidor.