Casar ou fazer união estável: qual vale mais a pena financeiramente?

Por Redação IQ 360

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Quando um casal decide morar junto, a primeira dúvida que surge é com relação à formalização ou não dessa união. Antigamente, casar no civil e no religioso era uma obrigação para os namorados que queriam dividir o mesmo teto.
No entanto, apenas juntar os pertences de cada um e passar a morar debaixo do mesmo teto ficou muito mais simples. Alguns casais inclusive preferem fazer um teste durante um tempo para terem certeza de que a convivência diária será benéfica para a relação e só depois, casar definitivamente.

Oficializar a união

Segundo os advogados e o Novo Código Civil Brasileiro, para caracterizar uma União Estável basta que os cônjuges tenham decidido estabelecer uma relação de longo prazo e com o objetivo de constituir família. Não existe mais um período mínimo para determinar se há ou não União Estável.
Os parceiros, inclusive, não precisam nem morar sob o mesmo teto. Se tiverem um filho e uma relação afetiva mesmo vivendo em apartamentos diferentes já configura uma União Estável. Para oficializar a relação, o casal pode optar por assinar um contrato em cartório para definir a comunhão de bens.

Da União Estável para Casamento

Depois de passar um tempo juntos e decidirem oficializar o casamento para o cartório, esse processo se denomina Conversão de união estável em casamento. O valor costuma ser o mesmo daquele cobrado para um casal que vai oficializar o casamento desde o início.
Em São Paulo, em média é cobrado o preço de R$ 400, sendo o casamento realizado dentro do cartório. Ou seja, financeiramente será um gasto a mais na vida do casal. No entanto, há o valor emocional desse momento, que deve ser levado em conta.

Valores na prática

Além dos custos para oficializar a união, na prática e no dia a dia, os custos não mudam muito para os casais que estão dividindo o mesmo teto desde o começo. Quando eles decidem se unir e compartilhar todos os momentos da vida, isso inclui as contas em comum, como aluguel, condomínio, luz, internet, gás, água, telefonia, supermercado e etc.
A forma como essas despesas serão divididas vai depender da dinâmica estabelecida entre os dois. O cartório não tem qualquer participação nesse processo, pois se trata de uma decisão privada e não do Estado. Via de regra, os casais costumam dividir as contas proporcionalmente ao salário de cada um.
Caberá ao casal definir como prefere viver e quais gastos serão compartilhados. Em caso de separação, o Estado só vai interferir se houver disputa judicial pelos bens, tanto na união estável quanto no casamento no civil, ou ainda filhos em comum.