Financiar ou economizar para pagar à vista: qual é melhor?

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. Quando é melhor financiar
  2. Quando é melhor pagar à vista

Não é necessário ser um economista de carreira para saber que comprar à vista sempre é melhor do que parcelar ou financiar um produto, imóvel ou automóvel. Mas quando o preço do bem a ser adquirido é muito alto, são raros os compradores que conseguem bancar o valor de uma só vez. Para a maioria da população brasileira, parcelar é a regra. Desde as compras do material escolar, vestuário e supermercado até a tão sonhada casa própria.

Contudo, os especialistas alertam que esse parcelamento desenfreado não é recomendável. Em alguns casos, é melhor poupar e esperar para comprar à vista e, assim, não se endividar. Confira:

Quando é melhor financiar

Para adquirir um apartamento, uma casa, ou mesmo um veículo popular, o financiamento por meio de empréstimo pessoal, empréstimo consignado ou linhas de crédito mais específicas, é o mais comum. Mesmo assim, é necessário poupar uma quantia inicial para dar de entrada e, depois, continuar pagando as parcelas do financiamento. Quanto mais você conseguir investir nessa etapa inicial, menor será o valor restante. Com isso, você pode optar por diminuir o tempo de pagamento, o número de parcelas e, consequentemente, negociar juros mais baixos com o banco ou a instituição financeira.

Se durante o pagamento do financiamento você também conseguir poupar, essa também pode ser uma saída interessante. Invista todo mês ao menos uma pequena quantia em uma aplicação que poderá dar um lucro razoável. Depois de três ou cinco anos, talvez você consiga renegociar o seu financiamento com esse investimento e encurtar ainda mais a dívida restante. Mas, para isso, faça simulações e consulte bancos diferentes para saber onde poderá render mais.

Quando é melhor pagar à vista

Sabemos que os juros cobrados no Brasil são uns dos mais altos do mundo. Mesmo quando o Banco Central resolve intervir e baixar um pouco, a taxa continua sendo exorbitante. Isso se reflete em toda a nossa economia.

Em tempos de crise econômica e de desemprego, com salários baixos e muitas pessoas só conseguindo encontrar oportunidades no mercado informal, a maioria acaba parcelando qualquer compra. Isso ocorre porque o valor total simplesmente não cabe no orçamento mensal.

Quando é necessário diluir todos os pagamentos em várias parcelas, o consumidor acaba levando mais produtos para casa, mas também acumula uma taxa de juros embutida, especialmente se decidir parcelar por mais de quatro ou seis meses. Se existe a possibilidade de poupar um pouco a cada mês, o ideal é adiar a compra e esperar o dinheiro render em uma aplicação até que o produto possa ser comprado à vista.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o comerciante não pode fazer distinção do preço de um produto que será pago à vista ou parcelado no cartão de crédito. Mas, dependendo do número de parcelas, ele poderá optar por incidir juros a partir de determinado mês.

As compras que são feitas todos os meses, como as do supermercado, da farmácia, do combustível, restaurantes etc., não devem ser parceladas porque acabam virando uma bola de neve. São gastos fixos, ou seja, vão se repetir muito em breve. Já para compras mais esporádicas, como eletrodomésticos, roupas e calçados, é possível usar o parcelamento com moderação, sem ultrapassar o limite e acabar pagando juros logo depois.