Fintechs: o que são e onde atuam

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. O que são as fintechs?
  2. Onde as fintechs atuam?
  3. O que muda no mercado financeiro com as fintechs?

Você já fechou um contrato de empréstimo 100% online? Tem uma conta em um banco digital? Ou até mesmo já pensou em investir depois de conversar com o chatbot de uma corretora? Se você respondeu sim para alguma dessas questões, você já pode ser considerado como um possível cliente de uma fintech.

Mas o que é exatamente uma fintech? Neste artigo vamos te explicar o que são essas empresas, como elas funcionam e quais são as principais mudanças que elas trazem para o mercado financeiro.

O que são as fintechs?

As três perguntas feitas no início do texto possuem dois pontos em comum: tecnologia e mercado financeiro. E é daí que vem o termo fintech: da abreviação do termo em inglês Financial Technology (Tecnologia Financeira). Isso significa que os serviços oferecidos por fintechs lidam com diversos aspectos do mercado financeiro do jeito mais prático e rápido que conhecemos hoje: através de um smartphone ou computador.

Com o objetivo de usar ferramentas da tecnologia como Inteligência Artificial para facilitar a vida dos clientes, as fintechs chegaram no mercado de startups para oferecer serviços mais fáceis e ágeis do que os oferecidos pelos bancos tradicionais. Sabe aquela longa fila que você tem que esperar para pagar a fatura atrasada do cartão? Bancos digitais, como Inter, Original e Nubank, decidiram aproveitar o poder da tecnologia para facilitar a vida dos clientes – se você esqueceu de pagar uma fatura, você pode pagá-la pelo seu smartphone sem nem sair do seu sofá.

Já que pagar contas ou pedir um empréstimo costumam ser atividades não muito agradáveis, as fintechs decidiram tornar todos esses processos financeiros menos dolorosos, burocráticos e complicados, preparando soluções acessíveis e revolucionárias com uma prioridade número 1: o cliente. Por isso, os produtos oferecidos pelas fintechs costumam ser mais rápidos e de fácil uso, porque as fintechs têm como missão atender ao pedido do cliente em primeiro lugar da melhor maneira possível.

Onde as fintechs atuam?

Segundo o Radar da Fintech Lab, até o final de 2017 existiam mais de 330 fintechs no Brasil, o que mostra a forte presença dessas startups no país. Mesmo que todas essas fintechs tenham a tecnologia e as finanças como ponto em comum, existem diversas áreas de atuação para essas companhias. Veja a seguir as principais áreas que as empresas apostam:

  • Empréstimos: atualmente, não é mais preciso ir até o banco para ter seu pedido de empréstimo avaliado – tudo isso pode ser feito 100% online. A Creditas, por exemplo, é uma das fintechs que vêm ganhando força na modalidade de empréstimo com garantia, conseguindo oferecer uma taxa de juros de 16,35% ao ano para empréstimo com imóvel e 29,1% ao ano com garantia de veículo. O pedido do crédito é feito de maneira online, assim como a aprovação e acompanhamento do pagamento das parcelas. A Plataforma de Empréstimos do IQ 360 oferece diversas outras opções de empréstimos de fintechs.
  • Meios de pagamentos: faz pouco tempo que os bancos digitais surgiram, mas isso não foi obstáculo para conseguirem conquistar o público brasileiro. Analisando o Nubank por exemplo, criado em 2013, é possível ver a simplicidade e praticidade que o banco oferece: por não existirem agências do Nubank, todos os processos do banco são feitos pelo smartphone. Para abrir uma conta após ser aprovado, basta você preencher seus dados e tirar fotos dos seus documentos. Além disso, o banco também apresenta a NuConta, uma conta de pagamento que rende o seu dinheiro baseado no Tesouro Selic.
    Outra fintech de pagamento que está ganhando o mercado é a Stone, instituição de pagamento criada em 2012 cuja solução principal é a maquininha de cartão. Elogiada pelos comerciantes pelo rápido atendimento, a missão da Stone é fornecer uma tecnologia e conexão melhor para os clientes não perderem nenhuma venda. Como afirmam no site institucional, “a Stone é o grande sonho de mais de 3000 pessoas que acordam todos os dias por uma só razão: o cliente”.
  • Robôs de investimento: a fim de construir a melhor carteira de investimentos para cada cliente, fintechs voltadas para essa área confiam nos robôs de investimentos que montam e acompanham automaticamente as aplicações dos seus clientes. Além disso, atualmente corretoras fintechs também apostam nos chatbots de investimento: robôs que conversam com você a fim de entender seu objetivo no mercado financeiro e, posteriormente, montar um perfil adequado para suas aplicações e sugerir os melhores investimentos. Aqui no IQ 360 você pode aproveitar a ajuda do RIQ, um chatbot que analisa as melhores opções de investimento para você.

O que muda no mercado financeiro com as fintechs?

Com o avanço das fintechs, muitos serviços financeiros que demandavam um contato presencial entre empresa e cliente foram ficando para trás, colocando a comodidade do cliente como uma das prioridades mais importantes em serviços financeiros. Assim, inevitavelmente, toda essa agilidade oferecida pelas fintechs acabou desestabilizando os bancos, conhecidos por ter processos burocráticos.

As fintechs mostram como a tecnologia pode ser usada como uma ótima ferramenta para facilitar a vida financeira dos clientes. Por este mesmo motivo, os mesmos bancos burocráticos que acabamos de citar se vêm na necessidade de renovar seus serviços para não serem desbancados pelas fintechs e conseguirem oferecer agilidade e praticidade para seus clientes.

Agora, grandes empresas convencionais do mercado financeiro começam a se inspirar nas características das fintechs, a fim de conseguirem ter uma maior proximidade com os clientes atuais e não perder futuros clientes. O Bradesco, por exemplo, criou em 2017 o Next – um banco digital sem anuidades que apresenta como diferencial serviços como saques em agências Bradesco e descontos em aplicativos como Uber e iFood.

É visível que as fintechs estão mudando todo o conceito do mercado financeiro, principalmente no ponto de relacionamento entre empresa e cliente. Cabe agora às grandes empresas convencionais conseguirem alcançar o desenvolvimento e agilidade das fintechs.