Por que os juros são altos no Brasil?

Por Fernanda Santos

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Quando falamos em custo do crédito, estamos falando dos juros pagos pelos brasileiros para tomar um empréstimo no banco, como pegar um crédito pessoal, entrar no cheque especial ou no rotativo do cartão.

Quem define esses juros é o chamado spread bancário – diferença entre o custo que o banco tem para captar recursos e o valor cobrado para emprestar esse dinheiro aos clientes. Quanto maior o spread, maiores são os juros bancários.

Segundo o Banco Central, o spread médio no Brasil é de 13,9 pontos porcentuais (p.p.) – um dos maiores do mundo. A título de comparação, no México a média gira em torno de 9,1 p.p. e, no Chile, de 4,3 p.p.

Na opinião da Febraban, o spread brasileiro é alto não por conta do lucro dos bancos e sim por causa das intermediações financeiras envolvidas nas atividades bancárias, como impostos pagos ao governo e o depósito compulsório, que é a parcela da transação que fica com o Banco Central.

Segundo o livro da federação, 85% do spread bancário no Brasil é composto por custos de intermediação financeira, enquanto que apenas 15% representam o lucro. Os indicadores que mais pesam no cálculo dos juros altos são:

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Taxa Selic:

Essa taxa representa, basicamente, quanto o banco paga de juros para pegar empréstimos de curto prazo com outras instituições.

Portanto, quanto mais alta está a taxa básica de juros da economia, mais altos tendem a ficar os juros bancários repassados ao brasileiro. Hoje, nossa taxa é uma das menores da história do País (6,5%). Mesmo assim, os juros estão altos.

O risco calote:

Cerca de 37% de todo o spread bancário fica retido em um fundo do banco contra a inadimplência. O risco calote é o fator que mais encarece o crédito no Brasil.

Custos administrativos:

As despesas com funcionários, burocracias internas e demais custos dos bancos correspondem a, aproximadamente, 25% do spread.

Impostos, despesas regulatórias e o Fundo Garantidor do Crédito (FGC):

Representam mais ou menos 23% do spread bancário. O FGC é um fundo que ressarce investidores em até R$ 250 mil (por CPF) em caso de falência da instituição financeira.

Lucro dos bancos:

Cerca de 15% do spread vai para o lucro dos bancos.