Quanto custa morar em Portugal definitivamente

Por Redação IQ 360

Portugal nunca esteve tão na moda como nos últimos anos. E não apenas entre os brasileiros. Cidadãos de países europeus vizinhos estão buscando as terras lusitanas para turismo e imigração. Essa popularidade também já se reflete nos preços, especialmente nos aluguéis das grandes cidades, como a capital Lisboa, Porto, Braga e Algarve. Ou seja, Portugal deixou de ser um país atrasado e pouco atraente economicamente para se tornar um porto seguro para os estrangeiros.

Com a crise econômica no Brasil, milhares de brasileiros já se mudaram definitivamente para Portugal nos últimos cinco anos. Esse fenômeno inclusive se inverteu: na década passada, eram os portugueses que estavam desembarcando por aqui atrás de boas oportunidades de investimento. Mas foi o turismo português que mudou a rota dos ventos da imigração.

Custo de vida em Portugal

Hoje, os empresários estrangeiros dispostos a investir em um negócio ou uma empresa com um capital inicial de 250 mil euros, que vai empregar pelo menos dez funcionários locais, é recebido de portas abertas. Se você puder comprar um imóvel de 500 mil euros, também poderá fixar residência sem problemas. Nos dois casos, o imigrante ganha o tão sonhado Visto Gold.

Porém, se você não é um privilegiado e está em busca de oportunidades mais modestas, Portugal pode continuar sendo uma opção. À exceção do aluguel – que pode variar entre 350 euros a 2 mil euros, dependendo do tamanho do imóvel e da proximidade com o centro de Lisboa, por exemplo –, os demais custos não são absurdos.

Com um salário mínimo de 580 euros, as famílias conseguem sobreviver de forma digna. O ideal, claro, custa um pouco mais. Com 817 euros, em média, uma pessoa solteira consegue arcar com as contas de água, luz, gás, aluguel, alimentação, transporte e saúde, embora morando mais afastada do centro e sem muitas regalias.

A taxa de desemprego em Portugal, no entanto, ainda é alta para os padrões europeus: está na faixa de 14%. É por isso também que quem vive de rendas, como aluguel de imóveis, está lucrando com o turismo em alta no país. Mesmo apartamentos alugados por temporada, como os que estão facilmente disponíveis pelo Airbnb, inflacionaram o mercado como um todo. Alguns moradores que viviam há décadas no centro reclamam dos preços atuais e foram obrigados a mudar de bairro.

A alimentação é um dos requisitos mais em conta em Portugal. Dificilmente você vai encontrar outros países europeus em que é possível comer um menu completo (entrada, prato principal e sobremesa) por 7 euros, especialmente se levar em conta a fartura das refeições. Nos supermercados, a média de gasto mensal é de 150 a 200 euros.

Para obter a permissão de residência permanente, é preciso estar vivendo de forma legal no país há pelo menos seis anos. Para quem é neto de portugueses, também é possível solicitar a cidadania, assim como filhos e cônjuges de portugueses. Cidadãos nativos da União Europeia também têm permissão para viver em Portugal.