Quanto custa financiar imóvel?

Por Redação IQ 360

Comprar um imóvel não é uma tarefa fácil, exige muitos cuidados, muita burocracia e o custo é alto. Como a maioria das pessoas não tem disponível a quantia total do valor necessário para pagar à vista, o meio mais utilizado é o financiamento imobiliário. Ou seja, os interessados em comprar uma casa ou um apartamento recorrem aos bancos ou instituições financeiras, que pagarão o montante ao vendedor do imóvel e cobrarão a dívida do comprador interessado. Não raras vezes essa dívida se prolonga por cerca de 30 anos.

Gastos com o financiamento de imóvel

A princípio, todas as pessoas assalariadas estão aptas a fazer um financiamento imobiliário, porém os critérios de liberação do crédito são bem rigorosos. Para começo de conversa, o financiamento não abrange a totalidade do valor. Para adquirir um imóvel, é necessário ter ao menos 10% do valor, em média, para dar de entrada. Só isso já exclui uma boa parte da população que deseja sair do aluguel, mas que não tem esse dinheiro na poupança ou em outras aplicações.

Para quem já conseguiu poupar e investir nessa etapa inicial, o passo seguinte é financiar o restante do valor. Os bancos, especialmente a Caixa Econômica Federal, são os principais financiadores de imóveis no Brasil. Mas é muito importante pesquisar as condições disponíveis em todo o mercado. As taxas de juros podem variar bastante, assim como a duração dos contratos e o valor total do imóvel que pode ser financiado.

Para liberar o crédito, eles examinam minuciosamente o histórico financeiro dos interessados para avaliar a capacidade de pagamento das parcelas. Se houver outras dívidas pendentes, talvez isso seja um fator impeditivo. Ter o nome sujo na praça e estar com o CPF negativado também será prejudicial nesse processo.

Importante reforçar que os bancos relacionam não apenas o valor total do imóvel e a capacidade do interessado em honrar com uma dívida longa, mas também se cada parcela é compatível com até 30% da renda do trabalhador. Por lei, os empréstimos não podem comprometer mais do que essa fatia do salário.

Além das parcelas, o comprador deverá incluir no seu orçamento valores que cubram os seguros obrigatórios, como os de morte, invalidez e de danos físicos ao imóvel. Isso assegura aos bancos que, caso um dos cônjuges venha a óbito ou que haja algum dano grave ao imóvel durante o período do financiamento, isso não vá afetar o pagamento da dívida.

Também incide para o comprador o pagamento de outras taxas, que variam conforme a modalidade contratada para o financiamento. Esses valores são calculados por meio do saldo devedor, as taxas de juros que incidem sobre as parcelas, e o prazo que ainda falta para quitar todo o financiamento.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) são muito usados para quitar os pagamentos restantes de um financiamento imobiliário. O acesso a eles ocorre quando um trabalhador é demitido ou se aposenta. Quanto maior foi o período de contribuição, maior será o resgate nesse momento.