5 dicas para renegociar sua dívida com o banco

Por Redação IQ 360

Uma dívida já é um problema, mas ela pode se tornar ainda pior, principalmente quando envolve juros altos, como os do cartão de crédito e cheque especial. Quando envolve inadimplência, o seu nome ainda pode parar no cadastro de serviços de proteção ao crédito como o SPC ou Serasa, o que pode envolver restrições de crédito, como a dificuldade de conseguir cartões de crédito, financiamentos, alugar um imóvel e em alguns casos conseguir encontrar um novo emprego.
A falta de educação financeira é um dos grandes problemas do brasileiro, pois não é algo muito presente em nossa cultura e que pode impedir a manutenção de reservas de emergência e o planejamento do futuro. Entretanto, você pode negociar seu débito com a instituição financeira para ficar livre das restrições de crédito e com o nome limpo, além de conseguir descontos nos juros acumulados no valor total devido.
O ideal é que você vá pessoalmente negociar com o credor da dívida o mais rápido possível, pois os juros do cartão de crédito, por exemplo, podem chegar a 300% ao ano.  Para conseguir um bom acordo é preciso estar preparado, por isso, selecionamos cinco dicas essenciais que vão te ajudar a renegociar sua dívida. Confira:

Planeje-se antes de negociar sua dívida

Descubra qual o valor original, o valor total da dívida, os juros e encargos envolvidos e consulte Custo Efetivo Total para que possa traçar sua estratégia de negociação. Saiba o quanto pode pagar por mês sem comprometer sua renda e, no caso de possuir alguma quantia à vista, negocie. Com todas essas informações, chegou a hora de elaborar uma proposta. Esteja preparado para evitar que a empresa imponha suas próprias condições.

Vá pessoalmente para negociar sua dívida

Telefone é o meio mais comum usado para a renegociação de dívidas. Geralmente o próprio credor liga para você para tentar negociar, mas quando possível, ir pessoalmente é a melhor estratégia.

Peça desconto na dívida

Seu credor está mais interessado em que você pague do que você mesmo. Por isso, não perca a oportunidade de tentar conseguir um bom acordo que seja o melhor para você. Se você tiver dinheiro para pagar à vista, a negociação pode ficar ainda mais fácil, pois pode conseguir um desconto maior. Para o credor é sempre mais interessante receber o dinheiro o mais rápido possível.

Atenção ao prazo de pagamento da dívida

Cuidado com o prazo para o pagamento da dívida. Quando muito longo pode sair mais caro por causa dos juros, além de comprometer sua renda por um tempo maior do que o necessário. Prefira prazos mais curtos e com menores juros.

Cuidado com armadilhas

No momento da renegociação, preste atenção para não cair em armadilhas do credor, o que pode inclusive aumentar a sua dívida. Alguns bancos oferecem serviços e produtos em troca da renegociação. Não aceite e foque em quitar a dívida que já possui, e evite ser convencido a comprar um título de capitalização, por exemplo. Em alguns casos, o credor pode querer cobrar taxas indevidas, como despesas de cobrança de dívida. Fique alerta: as únicas penalidades permitidas são de multa de 2% do valor da dívida e juros de 1% ao mês, por atraso de pagamento.