Bitcoin é uma bolha?

Por Redação IQ 360

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Com altas históricas de preço, o Bitcoin atraiu olhares do mundo todo em 2017 quando seu preço de câmbio atingiu os USD 20mil, com valorização de 900% entre janeiro e dezembro, registrando desvalorização de 60% logo depois. O mercado financeiro embarcou no frenesi, embora tenham crescido as especulações a respeito de uma bolha financeira. Mas você sabe exatamente o que é uma bolha?
Elas “aparecem” quando há um aumento rápido e muito elevado dos preços de um produto ou ativo, com supervalorização quase instantânea causada pelo aumento da demanda e procura. Entretanto, esses valores podem cair vertiginosamente de uma hora para outra, que é quando a bolha estoura e causa inúmeros prejuízos, a exemplo do que aconteceu com a bolha imobiliária americana que causou a crise financeira de 2008. O surgimento das bolhas costuma acontecer quando há períodos de inovação, ou seja, o aparecimento de algo novo relacionado a tecnologia, transporte, internet, área financeira, etc.
O bitcoin é uma moeda virtual criada entre 2008 e 2009, desenvolvida a partir de um programa de computador sem a intervenção de instituições financeiras, bancos ou governos. Além de ser usada na compra de produtos e serviços, podem ser trocadas por outras moedas em casas de câmbio. A CoinDesk, uma das maiores casas de câmbio de moedas virtuais do mundo, estima que existam cerca de 16 milhões de bitcoins em circulação.
A grande valorização de seu valor em 2017 chamou a atenção e atraiu novos investidores, experientes e inexperientes, em busca de altos ganhos. Entretanto, apesar do pioneirismo, o bitcoin não é a única moeda virtual existente. Atualmente estima-se que há cerca de outras 1,3 mil criptomoedas em circulação.

Foi uma bolha?

Existem duas vertentes que tentam explicar o fenômeno que aconteceu com o bitcoin. Uma delas acredita que o preço deve estabilizar e pode crescer novamente, e isso se deve ao aumento da confiança das pessoas na criptomoeda, com países e empresas financeiras confiando nela. A outra acredita que o aumento de valor foi uma corrida especulativa típica de bolha financeira, com fortes críticas à falta de regulamentação da moeda virtual por autoridades financeiras. Especialistas do Banco Central classificam o fenômeno como uma bolha financeira com altíssimos riscos.
Contudo essa não foi a primeira vez que o bitcoin passou por uma situação parecida. Extremamente volátil, a moeda virtual chegou a perder 94% do seu valor em 2011 em um período de 5 meses, com outra queda de 85% entre 2013 e 2015, até chegar a sua supervalorização de 900% em 2017.
Um dos grandes riscos do bitcoin é que se ele deixar de ser aceito, o investidor estará perdido. Observa-se essa movimentação principalmente nos mercados asiáticos, onde a China já vetou a moeda das casas de câmbio do país e barrou as ofertas públicas de criptomoedas. A Coreia do Sul estuda a adoção de medidas parecidas.