O que é blockchain?

Por Redação IQ 360

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Índice de Conteúdomenu

  1. A relação de blockchain com a criptografia
  2. Blockchain e a tecnologia de transação
  3. Usos futuros da tecnologia blockchain
  4. Moedas descentralizadas e como investir

Essa palavra se tornou popular nas manchetes de jornais, especialmente com as altas sem precedentes do Bitcoin e outras moedas virtuais. Mas o que é blockchain? Como essa tecnologia está revolucionando o mercado financeiro e outros segmentos de nossa vida online?

A relação de blockchain com a criptografia

É impossível compreender o conceito de blockchain sem antes saber o que é criptografia. Antes de ser popular no mundo online, a criptografia já era uma ciência antiga. Os primeiros computadores do mundo, mesmo analógicos, tinham como função criptografar e descriptografar mensagens e documentos.

Se voltarmos no tempo até a Segunda Guerra Mundial, a criptografia foi essencial tanto para quem ganhou como para quem perdeu o conflito. No filme “O Jogo da Imitação”, o matemático Alan Turing aparece com sua máquina criada para desvendar a complexa máquina de criptografia alemã Enigma.

Tida por muitos como o primeiro computador do mundo, a máquina de Turing testava inúmeras combinações diariamente para tentar quebrar o código de criptografia que a máquina alemã usava para cifrar mensagens.

Em versão aumentada, é exatamente isso que a criptografia usada faz hoje na internet por meio de algoritmos, mensagens e dados são cifrados. Na origem, são embaralhados com base na lógica de uma “chave”. No destino, outra chave é usada para desvendar esse embaralhamento e retornar a mensagem ao seu conteúdo original.

Isso garante que qualquer um que intercepte esses dados sem a respectiva chave não possa lê-los de forma alguma. O blockchain, voltando ao nosso assunto original, opera exatamente nesse sentido – criando uma interface de criptografia para garantir a segurança e validação de dados.

Blockchain e a tecnologia de transação

O blockchain é um sistema que usa a criptografia de forma descentralizada. Transações que sejam realizadas nesse ambiente não são mais autenticadas apenas por uma chave na origem e outra no destino – toda a rede e outras transações na verdade são usadas para manter os dados seguros.

A base de dados é distribuída entre todos que operam na rede, tanto de forma individual quanto em blocos. Cada novo bloco contém referências dos blocos anteriores, o que gera uma validação automática e em “corrente”. Assim fica mais fácil entender o nome, separado em “block”, para os blocos de dados, e “chain”, para a corrente que seguem.

Em relação à criptografia normal, o blockchain possui outra vantagem importante: o anonimato. Como toda nova mensagem que entra no sistema de blockchain é distribuída por toda rede, de forma encriptada e privada, é possível verificar sua validade, porém sem rastrear sua origem.

Isso torna qualquer transação válida, mas sem que haja necessidade de identificar as duas partes. Ao contrário dos sistemas de validação e autenticação tradicionais, que exigem a identificação dos envolvidos como premissa para a verificação, a tecnologia blockchain opera de forma inversa – é exatamente o fato de não haver tal identificação que possibilita a validação dos dados na rede.

Usos futuros da tecnologia blockchain

Num mundo onde a privacidade está ameaçada e crimes virtuais exigem uma maior atenção para a autenticidade de informações, a tecnologia de blockchain possui aplicações praticamente infinitas.

Sistemas de votação, mesmo públicos, poderiam ser completamente modificados nos próximos anos. Cada eleitor teria seu voto validado de forma infalível, porém o direito ao sigilo de voto seria mantido.

No campo empresarial, a validação de dados sem identificação de emissores e receptores oferece uma oportunidade única para trafegar informações estratégicas sem riscos.

A tecnologia de blockchain abriu as portas para que informações possam circular de maneira mais segura, sem ameaças para as partes envolvidas. Sistemas que hoje precisam do anonimato para funcionar, como linhas de denúncia, por exemplo, se tornariam não apenas mais rápidos e precisos, mas também realmente seguros para aqueles que denunciam, preservando o anonimato e a segurança.

Moedas descentralizadas e como investir

As moedas descentralizadas são hoje a grande “vitrine” da tecnologia de blockchain. São as chamadas criptomoedas, numa referência ao blockchain e seu sistema de criptografia.

As criptomoedas são moedas virtuais. Embora esse conceito exista há mais de 20 anos, as criptomoedas utilizam uma nova tecnologia chamada de blockchain, que cria segurança nas transações e descentraliza o controle sobre cotações e oscilações, tornando a moeda mais confiável.

O Bitcoin é mais famoso por ter sido a primeira das grandes criptomoedas com tal descentralização. Já em 2009, o Bitcoin começava a despontar e atraía, ao menos na época, fanáticos pelo mundo digital. O tempo levou, entretanto, as criptomoedas ao público geral.

O sucesso da iniciativa e a evolução da tecnologia de blockchain criou diversas novas moedas. Estima-se que hoje esse mercado movimente mundialmente quase US$ 100 bilhões, mas o volume de capital investido sobe rapidamente. Além do Bitcoin, outras moedas virtuais começam a ganhar destaque:

  • Ethereum
  • Dogecoin
  • Litecoin
  • Monero
  • Iota

Mas em termos de movimentação, o Bitcoin ainda corresponde a mais de 50% do mercado, e começa a ser seguido de mais perto pelo Ethereum.

Para investir nessas moedas, atualmente, é preciso criar carteiras virtuais em corretores especializadas, que mantêm saldos nessas moedas e auxiliam o usuário nessas operações. A exigência de documentos pode variar conforme país ou corretora, mas geralmente abrir uma carteira é uma operação que leva poucos minutos – a partir dos quais é possível já investir nessas moedas de forma segura e garantida.