Como investir em CDB fora do Banco

Muitos investidores iniciantes são seduzidos por conversas de gerentes. Claro, há boas opções de investimento em alguns bancos, mas a verdade é que fora deles as opções se multiplicam. Antes de optar por determinado CDB ou aplicação, é preciso saber como investir em CDB fora do seu banco.

O que é um CDB?

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título usado por bancos para a captação de recursos. O dinheiro que você deposita no CDB é reutilizado por bancos para empréstimos e financiamentos, e daí o “certificado”. Em troca do capital que você disponibiliza, o banco lhe proporciona um juro pré-determinado, ou seja, trata-se de uma aplicação de renda fixa.

Existem três modalidades de CDBs oferecidos no mercado:

  • Os pré-fixados, com uma taxa fixa de juros ao ano
  • Os pós-fixados, cujos juros estão atrelados a algum índice, que pode ser o DI, por exemplo
  • Os indexados, que possuem juro anual fixo, mas também oferecem variação adicional em função da inflação

Por que fazer um CDB em uma corretora?

Há alguns excelentes motivos para sair em busca de boas opções no mercado. Algumas corretoras certificadas oferecem taxas de retorno e juros melhores do que as de bancos de varejo.

Em corretoras, a diversidade de títulos e aplicações é sempre maior e é possível ter acesso a opções de investimento que os bancos oferecem apenas para correntistas com enorme volume de recursos.

O atendimento em corretoras também tende a ser mais personalizado. Embora bancos comerciais ofereçam a clientes um “gerente de conta”, a verdade é que tais gerentes atendem, cada um, um número imenso de correntistas.

Como exemplo, é possível encontrar aplicações que rendam até 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) com investimento mínimo de R$ 5.000,00, enquanto em bancos tradicionais dificilmente encontram-se opções de investimento acima de 100% do CDI, mesmo com centenas de milhares de reais.

Como investir em um CDB?

Investir num CDB é algo simples. Em seu banco, onde seu cadastro já existe, basta escolher uma opção e determinar os prazos de resgate. Em uma corretora, o investimento é igualmente fácil, contudo será preciso fazer um cadastro e realizar um depósito antes de iniciar aplicações.

Para fazer o cadastro em uma corretora, são exigidos documentos e comprovações. Isso pode variar conforme a instituição, mas de um modo geral, será exigido:

  • Documentos e dados pessoais, como endereço, informações profissionais e de contato
  • Informações financeiras que podem incluir holerites, documentos de movimentação bancária, de distribuição de lucros, dados patrimoniais aproximados e afins
  • Dados de referência bancária
  • Responder algumas perguntas a respeito do perfil como investidor
  • Assinar termos de uso de serviços e cadastro
  • Transferir, é claro, recursos mínimos para movimentação para a conta da corretora

Com tudo em ordem, a corretora irá fornecer um login e senha para que seja possível entrar na área exclusiva de clientes. A partir desse sistema na nuvem, o investidor pode efetuar ordens de compra e venda, analisar e comparar ativos e outras funcionalidades.

Há corretoras com sistemas melhores e mais modernos, por isso é sempre bom testar o sistema quando possível. É bom verificar se a plataforma em questão oferece funcionalidades e facilidades de operação. Algo que está se tornando mais comum é a oferta de aplicativos mobile para gerenciamento da área logada e do sistema de Homebroker, ferramenta que faz a comunicação entre o cliente, a corretora e a Bolsa de Valores.

Por que o CDB é melhor do que a poupança?

Primeiro é preciso desfazer uma suposição. A poupança é tida como um investimento mais seguro e sem riscos. Bem, quem se lembra do governo Collor, que anunciou um pacote de medidas econômicas que confiscou depósitos bancários e poupanças, pode estar certo de que os ativos da poupança não são tão intocáveis quanto fazem parecer. Para saber mais sobre esse episódio da História do Brasil, leia aqui.

Ainda assim, muitos colocam dinheiro demais na poupança por conta das garantias. Atualmente, o Fundo Garantidor de Investimentos e Aplicações (FGC) cobre um CDB até o limite de R$ 250 mil (não cumulativos para mais de um CDB). Isso permite que o investidor pequeno ou médio possa realizar esse tipo de aplicação com total cobertura.

Outra questão envolvida é o desconto do Imposto de Renda. Embora haja incidência sobre os lucros do CDB, o rendimento líquido ainda supera com folgas os ganhos anuais da poupança. A grosso modo, a única real vantagem da poupança sobre o CDB é a possibilidade de retirada mensal sem perda do rendimento.

Entretanto, para quem possui capital parado e sem necessidade de uso, torna-se um investimento de má qualidade. Há CDBs também com prazos de resgate menores, o que não justifica o investimento em uma poupança, mesmo que se preveja o uso dos rendimentos em poucos meses.

Finalmente, os ganhos com um CDB, além de maiores, são mais previsíveis. A poupança oferece rendimentos mensais que podem variar conforme uma série de fatores e, além de menores, ainda estão sujeitos a ajustes que são impostos por autoridades governamentais.

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