Como saber qual será a sua aposentadoria?

Índice de Conteúdomenu

  1. O que é a aposentadoria pública?
  2. Regras atuais e possíveis mudanças
  3. Estimando valores de benefícios
  4. Opções de complementação
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Introdução

Cada vez mais, a aposentadoria preocupa os brasileiros. Novas regras, cálculos diferenciados e a influência política em uma instituição secular. Entenda como é calculada a aposentadoria pelo INSS e como se pode estimar o valor de aposentadoria, bem como prever algumas mudanças e alterações que estão em curso.

O que é a aposentadoria pública?

A aposentadoria pelo INSS é um benefício estendido a todos os brasileiros. Ela ocorre em três circunstâncias básicas: em razão da idade, em razão do tempo de contribuição e serviço e por motivo de invalidez ou incapacitação. Exceto por trabalhadores estatutários e funcionários públicos, as normas de aposentadoria do INSS estende-se igualmente a todos, separados em cinco regimes previdenciários:

  • O segurado empregado
  • O segurado empregado doméstico
  • O segurado trabalhador avulso
  • O segurado contribuinte individual
  • O segurado especial

O valor que será recebido de benefício após a entrada da aposentadoria pelo INSS é resultado de cálculos que estão baseados no tempo e valor de contribuições que são feitas durante toda a vida.

Regras atuais e possíveis mudanças

Em primeiro lugar, é preciso saber que, salvo nos casos onde o trabalhador é contratado, é necessário recolher por conta próprias as contribuições. Os carnês ou GPS (Guia da Previdência Social) para começar a pagar o INSS podem ser impressos no site da Previdência ou comprados em papelarias e livrarias.

Quanto precisa contribuir para se aposentar, tanto na regra atual contra na antiga. Uma dica é fazer uma tabela mostrando a contribuição durante X anos e quanto seria o valor a ser recebido em cada hipótese.

A partir de 2018, a aposentaria por idade mínima (tempo de contribuição) estará fixada em 53 anos para mulheres e 55 anos para homens. Para garantir o benefício nessas condições, é preciso contar com 25 anos de contribuição. Vale lembrar ainda que as idades mínimas serão aumentadas gradativamente, até chegar a respectivos 62 e 65 anos, em 2038.

As regras atuais, contudo, estabeleceram um “pedágio”. Todos os trabalhadores terão de pagar um pedágio de 30% sobre o tempo que falta para aposentadoria pelas regras atuais. Esse pedágio funciona do seguinte modo:

  • Levante seu tempo de contribuição. Digamos que atinja 20 anos.
  • Sobre o tempo restante para conseguir o benefício, desde que o critério de idade mínima também se aplique, é preciso aplicar um excedente de 30%. Assim sendo, ao invés de mais 5 anos, terá de recolher contribuições por mais 6,5 anos.

O cálculo da remuneração corresponde a 70% da média de todos os salários, mas não pode jamais ultrapassar o teto, hoje de R$ 5.531,31. A verdade é que, em geral, o cálculo tende a reduzir o valor do benefício, especialmente depois de aplicado outro índice de ponderação – o fator previdenciário.

Estimando valores de benefícios

Calcular com precisão o valor de uma aposentadoria, antes de recebê-la de fato, tem sido uma tarefa ingrata. Os cálculos sobre salários e tempos de contribuição em períodos alongados dificultam para o trabalhador chegar a um valor acertado.

A entrada do fator previdenciário no cálculo e mais alguns detalhes que podem incidir na equação tornam praticamente impossível atingir o teto do benefício. Aposentados que conseguem chegar a um valor considerável geralmente recebem, no máximo, 80% ou 85% do teto do benefício.

Há calculadoras online que auxiliam na estimativa dos benefícios, mas exigem que se tenha em mãos os salários todos. É possível aproximar-se de um bom valor de benefício, mas para tal seria necessário contribuir com o valor máximo de desconto durante praticamente todo o período de contribuição.

Há, contudo, opções para complementar ou melhorar esses rendimentos durante a aposentadoria.

Opções de complementação

Além de planos de previdência privada, pode-se poupar com foco em aplicações de renda fixa, para garantir rendimentos perenes a partir do ano de aposentadoria. O cálculo, novamente, é complexo, mas simplificando podemos extrapolar uma média de 9% para a Taxa Selic anual e de 5% para inflação.

Nesse cenário, para alguém que hoje já possua 40 anos e tenha contribuído por pelo menos 6 anos com o valor máximo, será necessário contribuir com esse máximo por mais 25 anos para garantir um benefício de cerca de 80% do teto – algo por volta de R$ 4.350,00.

Agora digamos que, além desse valor, se queira garantir uma renda adicional de R$ 1.500,00 por mês, da aposentadoria aos 65 até os 80 anos de expectativa de vida. Para isso, seria necessário começar hoje mesmo a investir e, tomando por base os índices de referência aqui citados, poderíamos comparar o quanto seria necessário aplicar em cada opção de renda fixa, aproximadamente:

  • Seria preciso aplicar R$ 640,00 mensalmente numa caderneta de poupança
  • Seria preciso aplicar R$ 530,00 mensalmente em um CDB razoável, com juros de 105% DI
  • Seria preciso aplicar pelo menos R$ 480,00 mensalmente em títulos de CDB mais arrojados, como opções de corretoras com juros de até 115% DI
  • Seria preciso investir ao menos R$ 500,00 menais em Tesouro Direto, considerando os níveis de rendimento dos atuais títulos para 2035

A renda fixa, de qualquer modo, oferece mais controle das aplicações e, em geral, segurança maior do que alguns planos de previdência complementares. Na análise entre Tesouro Direto e CDBs, ganham os CDBs mais arrojados. Se considerarmos, no entanto, as possibilidades de resgate e liquidez, o CDB é uma alternativa mais prática e acessível do que os títulos do Tesouro.