Hard forks de Ethereum para ficar de olho

Índice de Conteúdomenu

  1. O que é um hard fork?
  2. O EtherZero
  3. Críticas

O Ethereum é uma criptomoeda em ascensão, inclusive considerada por muitos como uma evolução em relação ao Bitcoin. O Ethereum, como o Bitcoin, já possui uma enorme comunidade, o que tem gerado evoluções e modificações a partir dos chamados forks, que podem trazer mais novidades em 2018.

O que é um hard fork?

Um fork é dito “hard” quando implica em mudanças severas na forma com que uma criptomoeda é operada. Em alguns casos, uma nova moeda é inclusive gerada através desses forks, que é o que ocorre com alguns dos forks criados a partir do Bitcoin.

O hard fork funciona, em alguns aspectos, como uma atualização do Windows. Tal como ela, ele pode ser implementado com o objetivo de corrigir falhas de segurança ou de validação no sistema de uma criptomoeda.

No Ethereum, alguns deles já estão em movimento e devem trazer mudanças importantes ao longo de 2018.

O EtherZero

Um dos mais importantes hard forks em desenvolvimento no Ethereum em 2018 é o chamado EtherZero. O ETZ possui algumas evoluções em relação ao Ethereum comum:

  • Redução do intervalo entre blocos, de 15 para 10 segundos
  • Aumento da recompensa por blocos
  • Pagamento instantâneo
  • Maior escalabilidade

Após algumas implementações realizadas com sucesso na comunidade do Ethereum a partir do hard fork Byzantium, no final de 2017, a possibilidade é de que o upgrade a ser gerado a partir do ETZ seja aceito de maneira praticamente unânime.

Ao contrário de forks do Bitcoin, as modificações do Ethereum  se concentraram muito mais no próprio desempenho dos nodes e blocos e na melhoria do ecossistema da moeda. Contudo, ainda há alguns aspectos que geram dúvidas em relação aos efeitos do ETZ após sua total implementação.

Críticas

Há críticas, entretanto, em relação aos destinos do EtherZero. As especificações técnicas do fork preveem a possibilidade de transações a custo zero e incluem os chamados masternodes na mineração de Ethers.

Até então, os trabalhos relacionados ao EtherZero têm sido conduzidos de modo muito criterioso, mas algumas fontes ainda alertam investidores e mineradores para que não instalem a atualização e o código de forma alguma, até que se tenha uma noção mais apurada das consequências do fork para a comunidade.

O calendário para o ETZ estende-se ao longo de todo o ano de 2018 e é possível que novos desdobramentos desse fork ainda ocorram até que sua total implementação tenha sido feita na comunidade do Ethereum.