O que são Fundos de Investimentos no Exterior?

Por Redação IQ 360

Segundo levantamento da Consultoria Economatica, em 2017 houve crescimento de investimentos de brasileiros em títulos no exterior, que alcançaram R$98,3 bilhões. A tendência é confirmada por outra pesquisa realizada pela J.P. Morgan Asset Management que revelou um aumento no total investido em Fundos de Investimento no Exterior. O número de investidores subiu mais de 500% entre o início e o final do ano passado.

Investir no exterior não é uma operação barata e na maioria dos casos é destinada apenas para investidores qualificados, ou seja, que possuem mais de R$1 milhão de reais em aplicações. Entretanto, os Fundos de Investimento no Exterior são uma alternativa para quem não tem tanto dinheiro e mesmo assim quer diversificar a carteira com ativos estrangeiros, aproveitando as perspectivas de economias diferentes da brasileira.

Gerenciados por gestores especialistas, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) o Fundo de Investimento no Exterior se caracteriza por ter no mínimo 40% do patrimônio investido em ativos no exterior, que podem ser de um país específico ou vários ao mesmo tempo, em renda variável ou fixa, como ações americanas, títulos de governos, ações europeias ou outras.

Como investir em Fundo de Investimento no Exterior?

No Brasil, para investir no exterior é preciso comprar cotas de um fundo registrado no país, que deve cumprir a legislação nacional, e que pode ser gerido por gestores brasileiros ou estrangeiros.

Recomenda-se entrar em contato com um representante do fundo desejado e conheça os trâmites necessários para a aplicação. Além disso, o valor inicial para ingressar nesse tipo de investimento não é alto e contabilizado em dólares, além disso, a declaração do Imposto de Renda é feita da mesma maneira como os investimentos nacionais com incidência sobre a rentabilidade. E, caso o investimento seja igual ou maior do que US$100mil dólares, o investidor deve prestar contas também ao Banco Central.

Fique atento, pois esse tipo de investimento pode estar sujeito à variação do dólar, com rendimentos valorizados ou desvalorizados de acordo com o câmbio, além das variações de mercado. Para evitar que isso aconteça é importante que o fundo esteja sujeito ao hedge cambial, que impede a influência da variação cambial da moeda norte-americana.

Se você é um investidor mais conservador esse pode não ser o investimento mais indicado, pois há grande volatilidade no fundo, principalmente quando não há hedge cambial. Além disso, é difícil conhecer o risco específico por causa da complexidade do mercado global, que pode impedir o investidor de ter total consciência a respeito dos riscos e perspectivas para os fundos no exterior.