Quem é Amâncio Ortega?

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. Do vilarejo de León para o mundo
  2. A Zara
  3. Trabalho escravo

O empresário Amâncio Ortega é um dos homens mais ricos do mundo. Figura na sexta posição da lista da Forbes, divulgada em março de 2018, com a fortuna de $70 bilhões. Ortega é co-fundador, junto de sua ex-esposa, Rosalia Mera, da empresa espanhola Zara-Inditex, do grupo Inditex.

A Zara é uma empresa mundial, com mais de 7.500 lojas e revolucionou a indústria do varejo de moda. Controla as marcas Zara, Massimo Dutti, Stradivarius, Oysho e Pull&Bear. O clique de Ortega para o modelo de negócio de varejo veio da infância pobre na Espanha.

Do vilarejo de León para o mundo

De origem humilde, Ortega cresceu no vilarejo de León, no noroeste da Espanha e aos 12 anos já trabalhava em uma loja de roupas. Aos 14 anos, virou assistente de vendas em uma loja familiar de tecidos, na Galicia.

Neste tipo de empresa todos faziam um pouco de tudo. E isso foi essencial para formar o lado profissional de Ortega, que pôde dominar todas as etapas da cadeia de produção. Este conhecimento, conquistado ainda na adolescência, foi transformado nas diretrizes da origem da Zara-Inditex.

A Zara

A sacada da Zara foi trazer um grande número de coleções em uma mesma estação, criando assim um novo padrão da indústria da moda. Com isso, a Zara tinha mais flexibilidade para sentir o que o consumidor achava da coleção que tinha acabado de lançar. Se não agradasse, a marca podia se reinventar na mesma estação. E isso poderia acontecer inúmeras vezes, por isso o cliente sempre encontrava várias opções.

A estratégia também dava a opção da Zara produzir em menor escala para poder suprir as lojas com suas coleções. Por trabalhar com um turn over (rotatividade) de produtos muito alta, a Zara consegue economizar nos custos de armazenamento, o que é essencial para reduzir os riscos do negócio.

Este modelo ganhou até um nome, fast fashion, e virou sinônimo de redução de custos para empresas do segmento de moda. Várias companhias adotaram o modelo e contabilizaram a redução de custos.

Trabalho escravo

Nem tudo sempre foi status e glamour na vida de Amâncio Ortega: em 2011 a Zara foi alvo de investigações de trabalho escravo em São Paulo.

Auditores do Ministério do Trabalho fizeram inspeções na oficina de Americana, interior de São Paulo, e encontraram condições degradantes de trabalho, alojamentos irregulares, falta de banheiros e dormitórios inadequados. A empresa atribuiu o fato ao fornecedor AHA, que teria desviado peças a subcontratados sem o conhecimento da Zara Brasil.

Na ocasião, a Zara divulgou um comunicado que pode ser lido a seguir, na íntegra: “A Zara Brasil jamais obteve qualquer vantagem financeira com a irregularidade cometida pela AHA. Já a empresa que realmente cometeu as irregularidades e graças a ela obteve vantagens econômicas, não foi sequer investigada, julgada ou punida. Ao contrário, segue atuando no mercado normalmente”.