O que é a Taxa Selic e como ela influencia os investimentos

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. O que é a Taxa Selic?
  2. Como é calculada?
  3. Por que a Selic é importante?
  4. Investimentos que seguem a Selic

Quem investe em qualquer tipo de ativo, seja como pessoa física ou jurídica, já ouviu falar da Taxa Selic. Ela sempre aparece nos noticiários e é uma das principais referências macroeconômicas do Brasil. Mas o que é a Selic e como ela afeta investimentos em geral?

O que é a Taxa Selic?

Em primeiro lugar, SELIC é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Essa taxa é uma ferramenta monetária do Governo Federal, usada como baliza para todos os juros cobrados no país, seja em instituições públicas ou privadas.

Matematicamente, a Selic é obtida por meio de uma média ponderada dos juros praticados por instituições bancárias no país. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 7%. Na prática, isso implica que os juros praticados ao longo dos próximos meses deverão ser reduzidos.

Como é calculada?

Todos os dias, bancos realizam operações de empréstimo de curtíssimo prazo entre si, geralmente para o mesmo dia. Essas operações utilizam títulos públicos como lastro ou garantia de caixa, de modo a reduzir o risco envolvido nas transações.

Essas operações, ditas compromissadas, são todas registradas no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Ao final de cada dia, essas operações refletem uma taxa chamada “overnight” da Selic.

A Taxa Selic então é originada a partir desses índices overnight diários, extrapolados e ponderados para uma base anual de 252 dias úteis. A taxa varia todos os dias, mas em razão do cálculo extrapolado, seu número aponta tendências que de um modo geral permanecem quase fixas por algum período de tempo.

A Taxa Selic determinada pelo Banco Central é, na verdade, uma meta para essa taxa de variação diária. A partir do foco nessa meta, o Banco Central pode eventualmente intervir no sistema bancário, ao injetar ou recomprar dólares, de modo a “forçar” a taxa rumo à meta por aproximação.

O site do Banco Central publica, diariamente, o índice da Taxa Selic real, com informações específicas tais como a taxa percentual ao ano, a base de cálculos e as estatísticas. Ali também é possível encontrar as fórmulas e a metodologia detalhada para o cálculo da taxa “overnight”.

A meta da Selic é determinada e divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) oito vezes ao ano, a cada 45 dias. Isso não significa, necessariamente, que a cada 45 dias tenhamos metas diferentes. O Copom pode optar por manter a taxa inalterada, caso julgue desnecessário realizar alterações.

A “meta” da Taxa Selic, então, é o que na verdade utilizamos como referência para avaliar propostas e contratos de investimento ou o rendimento de títulos financeiros.

Por que a Selic é importante?

A principal relevância da Taxa Selic é sua influência direta no custo dos empréstimos e patamares de juros no mercado financeiro em geral. A taxa possui ainda um outro fator importante.

Quando se reduz drasticamente a taxa de juros referência da Selic, bancos tendem a disponibilizar menor volume de recursos para empréstimo. Isso é sabido e utilizado pelo Banco Central para conter o movimento de consumo na economia e reduzir a oferta de moeda corrente, valorizando o Real.

Do mesmo modo, o Banco Central pode “forçar” desvalorizações da moeda, ao ampliar a taxa referência da Selic. Quando isso ocorre, bancos emprestam mais, uma vez que terão, à priori, melhor remuneração a partir do capital disponibilizado.

Para o investidor de menor porte ou pessoa física, essa taxa possui influência direta nos rendimentos a prazo. Quando bancos emprestam mais, tendem a pagar melhor a investidores em CDBs, RDBs, letras e outras aplicações, pois precisam levantar mais capital para alargar seu caixa para empréstimos.

Em contrapartida, quando há reduções na Taxa Selic, o rendimento pago pelos bancos em títulos de renda fixa tende a cair, refletindo sua menor necessidade de “engordar” o caixa para empréstimos e operações. Além disso, a Selic é acompanhada também de perto pela Taxa de DI, que reflete depósitos interbancários e é usada como referência de remuneração em uma série de contratos e investimentos de renda fixa.

 

Investimentos que seguem a Selic

A própria poupança possui paridade com a Selic. A poupança possui um rendimento estabelecido por lei. Ela rende, mensalmente, 0,5% mais a chamada Taxa Referência. Entretanto, quando a Selic é reduzida para uma taxa abaixo dos 8,5%, essa parcela fixa de 0,5% do rendimento passa a ser substituída por 70% do valor da meta da Taxa Selic + Taxa Referencial. Em outras palavras, quando o juro anual referencial é reduzido, a poupança rende ainda menos do que o usual.

Outras opções de renda fixa também possuem rendimentos achatados quando há reduções na Taxa Selic, porém sua variedade é maior, o que permite ao investidor escolher melhores títulos, comparando-os com os demais existentes no mercado.

Mesmo quando a Taxa Selic é reduzida, os CDBs e outros investimentos em renda fixa ainda são muito atrativos quando comparados à poupança. Com os bancos de varejo dispondo de menos recursos para empréstimo ao público, financeiras de menor porte iniciam operações para ganhar mercado, emprestando a juros mais altos e buscando investidores em CDBs e títulos de renda fixa para levantar capital.

Por essa razão, mesmo em épocas de baixa nos juros, é possível encontrar alguns CDBs, RDBs, LCIs e LCAs em corretoras com ganhos muito acima da média de mercado.

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