Para onde vai a Petrobras com o novo presidente?

Por Redação IQ 360

Roberto Castello Branco, novo presidente da Petrobras
O economista Roberto Castello Branco, indicado para presidente da Petrobras, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde funciona o gabinete do governo de transição (José Cruz/Agência Brasil)

O preço do combustível é um dos itens que mais pesa no bolso do consumidor. Até a primeira quinzena de novembro, o valor da gasolina havia subido 13,6% em 2018, ante uma inflação projetada de 4,4% para o ano.

A política de preços da Petrobras passa a ser, a partir de 2019, uma decisão do economista Roberto Castello Branco, nome escolhido pelo presidente-eleito Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a estatal no lugar de Ivan Monteiro.

Antes de assumir a cadeira de uma das empresas mais importantes do Brasil, que tem valor de mercado de mais de R$ 630 bilhões, Castello Branco, ex-diretor do Banco Central e da mineradora Vale, deu algumas declarações sobre o que pensa sobre os assuntos mais importantes para a empresa e o consumidor brasileiro:

  • Preço dos combustíveis: manutenção da política atual, com oscilação do valor conforme o mercado internacional. Castello Branco é contra a adoção de um controle de preços, como o que foi praticado no governo Dilma Rousseff.
  • Foco da Petrobras: as áreas de produção e exploração de petróleo são prioridade, o que significa que ativos considerados pouco rentáveis, como a distribuição e o refino do óleo negro, devem ser vendidos. “O foco da Petrobras deve ser na aceleração da exploração do pré-sal”, disse ele.
  • Privatização: avaliada em R$ 27 bilhões, a BR Distribuidora, responsável pela distribuição dos combustíveis no País, é considerada a joia da coroa para a venda. Porém, o novo presidente da Petrobras disse que os planos serão detalhados a partir de janeiro.
  • Liquigás: Castello Branco deixou claro que a empresa de distribuição ao consumidor de gás liquefeito não faz sentido para a Petrobras. Porém, a venda da empresa para o Grupo Ultra, por R$ 2,8 bilhões, foi barrada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em fevereiro de 2018. “Esse é um ativo que não faz sentido. Vamos encontrar uma maneira de colaborar para a desconcentração”, afirmou ele.
  • Refinarias: a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, foi um dos alvos do esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato. Para o novo presidente da Petrobras, não faz sentido uma empresa deter 98% desse mercado. “É uma anomalia”, disse Castello Branco.