5 dicas para não cair em golpes de Cooperativa de Proteção Veicular

Por Diana Ribeiro

As cooperativas de proteção veicular surgiram como alternativa às empresas de seguros. O objetivo é atender quem não se adequa ao perfil ou não consegue pagar pelo seguro auto. Tudo isso por um preço mais acessível. No entanto, não há milagre quando se fala em contratar proteção para o seu carro. Entenda as principais diferenças entre seguro auto e cooperativa de proteção veicular nesse artigo.

O que ocorre nas cooperativas de proteção veicular é basicamente a divisão dos riscos dos veículos entre todos os sócios. Formar cooperativas é um direito garantido pela Constituição Federal Brasileira, no entanto, as associações de proteção veicular não são regulamentadas por leis e nem são fiscalizadas por nenhum órgão governamental. Desta forma, as regras das cooperativas são determinadas internamente por seus integrantes. Ou seja, não há regulamentação e nenhuma garantia de que não sairá no prejuízo caso ocorra um sinistro.

Desta forma, é muito fácil cair em golpes de falsas cooperativas ou fazer parte de uma cooperativa com má administração dos recursos. Além disso, a chance de uma cooperativa “quebrar” é muito maior do que de uma seguradora, pois as cooperativas sobrevivem de acordo com o pagamento das mensalidades. Já as empresas de seguros contam com o resseguro, que nada mais é do que o seguro da seguradora. Em um acidente de grandes proporções, por exemplo, que afete vários carros cooperados há um grande risco de um prejuízo generalizado.

É possível encontrar muitos relatos de associados que tiveram prejuízo no momento em que precisaram da proteção. O Portal do Consumidor, que reúne o Procon dos Estados, tem registros de serviços não entregues ou mal feitos. Por isso, separemos 5 dicas para minimizar as suas chances de cair em golpes. Confira:

  • Leia atentamente ao contrato antes de assiná-lo: essa dica é muito importante, pois evita surpresas desagradáveis futuramente. Fique atento a todas as cláusulas do contrato e questione caso não entenda ou não concorde com algo.
  • Cheque a reputação da cooperativa: utilize ferramentas como o Reclame Aqui, o Procon e a Proteste para consultar se há reclamações e se os cooperados estão satisfeitos ou não com os serviços. Se possível converse com algum cooperado e tire todas as dúvidas que tiver.
  • História da cooperativa: é válido também verificar há quanto tempo a cooperativa existe e entender como surgiu. Isso ajuda a entender o histórico da associação e a saber quantas pessoas são cooperadas.
  • Procure saber a quantidade de sócios: saber quantos cooperados acumulam as responsabilidades dos veículos é importante para calcular quanto a cooperativa terá em caixa mensalmente. O ideal é que tenham pelo menos 500, já que a regularidade do pagamento dos cooperados serve para a reserva de recursos das associações.
  • Identifique os procedimentos: é essencial identificar o procedimento para quando você precisar utilizar os serviços da cooperativa, ou seja, em casos de sinistro. Você pode descobrir isso conversando com o responsável na cooperativa ou com quem já teve que passar por essa situação.

As cooperativas de proteção veicular existem à margem do que a Susep impõe. Isso significa que embora o valor de investimento seja mais acessível para o motorista, existem alguns cuidados a serem tomados antes de se associar a uma cooperativa para não cair em golpes ou passar por situações desagradáveis.

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