O que é um Seguro Auto?

Por Redação IQ 360

Que tal a garantia de reduzir prejuízos financeiros em casos de acidentes, roubo ou furto do seu veículo? Essa é a principal função e benefício de contratar um seguro auto, que poderá inclusive indenizar danos materiais e pessoais das vítimas, de acordo com as regras da apólice contratada.

Existem dois tipos de seguros para automóveis no país: o obrigatório (DPVAT) e o facultativo. O seguro obrigatório garante indenização às vítimas de acidentes causados por veículos automotores e deve ser obrigatoriamente pago por todos os proprietários de automóveis do país. Já o seguro facultativo, que tem cobertura em todo o território nacional, geralmente é contratado em uma seguradora que cobra um valor do consumidor para garantir a cobertura de danos. Esse custo chamado prêmio costuma custar entre 2% e 10% do valor do veículo (calculado com base na tabela FIPE), mas quanto maior a abrangência do seguro, mais caro ele será.

Diversos outros fatores também influenciam diretamente no valor final da apólice como o perfil do dono, o que inclui a idade, estado civil, profissão, endereço, situações em que normalmente o automóvel é usado, regiões em que circula com mais frequência, distância percorrida diariamente, onde estaciona, modelo e ano do veículo etc. Além disso, também se avalia o custo de reparação e o índice de roubos e furtos do carro a ser segurado.

Embora algumas empresas se recusem a segurar veículos com mais de dez anos, não existe nenhuma regra que impeça a contratação do seguro com base nesse critério, uma vez que ele é definido pela própria seguradora, que costuma fazer uma vistoria prévia para garantir o estado de conservação do automóvel antes de fechar o contrato.

Apólice: o que o seguro cobre?

Nem sempre o seguro auto vai garantir a cobertura de todos os danos, isso será definido pelo cliente e a seguradora, e tudo deverá estar descrito na apólice. O tipo mais básico de seguro engloba somente roubo e furto. Há também a possibilidade de incluir cobertura contra colisão, incidentes da natureza, danos a terceiros (que cobre os custos de outros veículos envolvidos em um possível acidente causado pelo segurado), a cobertura de Responsabilidade Civil (RCF-V), Acidentes Pessoais a Passageiros, entre outros.

O sinistro, que é a situação ou evento em que o segurado sofre um acidente ou prejuízo e aciona o seguro, só poderá ser ressarcido por indenização integral em apenas duas situações: quando os prejuízos forem de 75% ou mais, do valor contratado; ou o veículo não for recuperado em casos de roubo ou furto. Para os casos em que o dano não for tão grande, o segurado paga pela franquia do seguro, ou seja, “divide” os custos do conserto com a seguradora. O valor da franquia, que é definido em contrato, será usado para reparar danos em caso de perda parcial com todos os custos excedentes assumidos pela seguradora.

Só não se esqueça que fica sob sua responsabilidade acionar a seguradora em caso de sinistro e tomar as providências necessárias para que possa ser ressarcido ou indenizado em caso de problemas.