Invalidez: como acionar o Seguro de Vida?

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. O que é invalidez?
  2. Como acionar o seguro?

Além de garantir segurança financeira aos beneficiários após a morte do segurado, o seguro de vida também pode ser útil até mesmo antes de uma fatalidade. Há apólices que cobrem situações de invalidez permanente, total ou parcial, causadas por doenças ou acidentes. Em situações assim, o consumidor garante a indenização quando sua capacidade de gerar renda for comprometida.

Mas quais são os casos de invalidez garantidos pelas apólices?

O que é invalidez?

A definição de invalidez geralmente usada pelo setor trata da incapacidade do exercício pleno de atividades remuneradas ou perda de funções com prejuízo de independência funcional.

Situações específicas podem ser definidas de maneira diferente pelas prestadoras de serviço, entretanto, de maneira geral, consideram-se os seguintes casos: Invalidez Laborativa Permanente Total por Doença, quando o pagamento da indenização é feito para invalidez que não é passível de recuperação ou reabilitação, impedindo a principal atividade de trabalho do segurado; Invalidez Parcial Total por Acidente, invalidez que incapacita o segurado permanentemente causada por acidentes; Invalidez Funcional Permanente Total por Doença, quando a incapacitação é ocasionada por doença e prejudica a independência do segurado. Independentemente do tipo, a invalidez deve ser permanente para que o segurado receba a indenização.

Como acionar o seguro?

É importante saber o que exatamente sua apólice assegura e quais tipos de acidentes e incapacitações estão com cobertura garantida, pois o padrão pode variar de acordo com cada tipo de contrato. Leia atentamente as cláusulas da sua apólice e verifique o que exatamente está garantido. Se o seu sinistro estiver alinhado com o acordo pré-estabelecido, chegou a hora de acionar o seguro.

Para dar início ao processo de pedido de indenização é preciso entrar em contato com o corretor ou seguradora, preencher os formulários específicos e providenciar os documentos requisitados, que podem incluir exames, certidões, entre outros. Sem os mesmos não é possível prosseguir com o processo.

É importante estar atento, pois a maioria das apólices incluem riscos excluídos sem direito à indenização, que são os casos de invalidez ou morte causados por atos perigosos sem necessidade específica; ato ilícito doloso praticado pelo segurado; operações de guerra; furacões, ciclones, terremotos e outros desastres naturais; uso de material nuclear e contaminação radioativa; doenças e lesões preexistentes; epidemia declarada pelo estado; suicídio ou tentativa de se matar nos primeiros dois anos da apólice. Além disso, também podem ser excluídos acidentes causados por alterações causadas pelo uso de álcool ou drogas; acidentes em veículos conduzidos pelo segurado sem a habilitação específica (barcos, aviões, etc); e consequências da prática do aborto.

O grau de invalidez permanente deve ser atestado por meio de uma declaração feita por um médico, a ser apresentada à seguradora. Com base nessa avaliação, a indenização deve ser paga percentualmente de acordo com valores definidos em contrato. Caso haja divergências em relação a natureza do incidente ou nível da incapacidade, uma nova análise deve ser feita por uma junta médica formada por três profissionais indicados em parte pela seguradora e pelo segurado.