Morte: como acionar o Seguro de Vida da pessoa que morreu?

Por Redação IQ 360

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford revela que 78% dos brasileiros entrevistados desconhecem serviços que garantem renda em caso de morte. O estudo foi feito em 11 países e também mostrou que os brasileiros estão entre os que menos contratam seguros de vida.

Esse tipo de serviço é uma das melhores maneiras de garantir estabilidade financeira para familiares e dependentes, definidos como beneficiários em caso de morte. Algumas apólices também incluem auxílio funerário, o que dispensa seus entes queridos de lidar com detalhes relacionados ao seu velório e enterro.

De maneira geral, os seguros de vida oferecem dois tipos de cobertura em caso de falecimento: morte acidental e morte natural. No primeiro caso, o óbito deve ser causado por algum tipo de acidente, como carro ou moto, por exemplo. Já no segundo, o falecimento deve ser consequência de causas naturais, como alguma doença ou idade avançada. Em ambos, o sinistro deve ocorrer durante a vigência do seguro; se acontecer antes ou depois do prazo definido em contrato, a indenização não será paga.

Além disso, também existem os riscos excluídos, em que a seguradora se exime de pagar a indenização em situações específicas. Esses itens podem variar de acordo com a empresa prestadora do serviço, mas costumam incluir mortes causadas pelo uso de material nuclear, contaminação radioativa, atos de guerra, doenças preexistentes, epidemias declaradas pelo governo, doação de órgãos, suicídio, desastres naturais, entre outros.

Como acionar o seguro em caso de morte?

Para garantir o pagamento da indenização aos beneficiários, é importante que eles saibam sobre a existência e a localização da documentação para quando ocorrer o sinistro. Após a morte do segurado, a corretora deve ser avisada para orientar aos envolvidos sobre quais documentos e procedimentos serão necessários para o recebimento dos valores definidos em apólice.

A documentação requisitada costuma incluir certificados do seguro, certidões de óbito, nascimento ou casamento, entre outros. Tudo deve ser entregue junto com formulários específicos já preenchidos e com a assinatura do médico responsável. Segundo as regras definidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regulamenta o setor no país, a seguradora tem no máximo de 30 dias para avaliar e concluir o pagamento. Contudo, o prazo pode ser suspenso ou reiniciado se houver dúvidas em relação a ocorrência do sinistro, irregularidades na documentação ou forem solicitados novos documentos.

É importante lembrar que quando aprovado, o dinheiro pago pela seguradora não precisa passar por inventário e nem sofre descontos do Imposto de Renda, sendo recebido integralmente pelos beneficiários indicados na apólice. Quando não há beneficiários indicados pelo segurado, o valor da indenização é dividido em 50% para o cônjuge não separado judicialmente e 50% para os herdeiros legais, seguindo a ordem de hereditariedade.