O que fazer para resgatar o Seguro de Vida?

Por Redação IQ 360

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Contratado como uma garantia financeira em situações que comprometam a geração de renda do segurado – como invalidez por acidente, doenças graves ou a morte -, o seguro de vida assegura estabilidade por meio de uma indenização paga ao segurado (em vida) ou aos beneficiários.
Além do valor a que se tem direito em situações de sinistro, também existem as apólices resgatáveis, que permitem o acesso ao valor investido (parcial ou total) depois de um certo tempo. O resgate do dinheiro dessa modalidade de seguro pode ser feito após o período de carência (definido em contrato), que dura geralmente dois anos. Fique atento, pois o acesso ao dinheiro pode ser parcial ou integral, dependendo dos critérios definidos em contrato. Quanto maior o período de contribuição, maior o saque.
Uma das vantagens do seguro resgatável é a liberdade em relação ao valor pago, já que nos seguros tradicionais o resgate não é permitido sem a ocorrência de sinistro. Outro ponto importante é que essa também pode ser uma boa modalidade de investimento com rentabilidade, já que parte dos valores pagos vão para um fundo de resgate, que são corrigidos por uma taxa de juros anual mais a variação da inflação.

Como resgatar o seguro de vida?

Nas apólices tradicionais o resgate do seguro só é feito após a ocorrência de algum sinistro com o segurado, como acidentes, diagnóstico de doenças graves ou morte. Nessas situações é preciso entrar em contato com o corretor ou seguradora que vão indicar os formulários e documentos necessários para prosseguir com o processo, que geralmente incluem certidões, certificados e comprovantes fiscais de gastos específicos de itens cobertos pela apólice.
De acordo com as regras definidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a entidade que regulamenta o setor de seguros no país, depois da entrega dos documentos as seguradoras têm o prazo máximo de 30 dias para analisar a documentação e pagar a indenização.
Já para o seguro resgatável, o acesso ao dinheiro pode ser feito a qualquer momento após o período de carência definido pela seguradora, independentemente da ocorrência de sinistros. Entretanto, quando solicitado em curto prazo, o valor resgatado será menor do que a soma das parcelas investidas. O valor só aumenta com o passar do tempo, podendo chegar aos 100% em 10 anos, por exemplo.
Ao pedir acesso a esse dinheiro, o segurado abre mão da proteção do seguro e a cobertura é cancelada, caso contrário a apólice continua a valer e a cobertura de sinistros é feita a maneira do seguro tradicional: pagando os beneficiários ou o segurado nas situações definidas em apólice.