Para que serve o seguro residencial?

Por Redação IQ 360

Ao contrário do que muitos proprietários de imóveis pensam, o seguro residencial vai muito além da cobertura em caso de um incêndio. Tanto os apartamentos quanto as casas estão sujeitos a sofrerem com imprevistos do tempo ou mesmo acidentes graves, como a queda de um avião. Os roubos e furtos também podem ser incluídos nessa modalidade. Assim, caso aconteça algum sinistro, você terá a tranquilidade de acionar a seguradora e garantir que os danos no seu imóvel e nos seus bens serão ressarcidos.

Em regiões onde o clima é muito instável ou que há risco de enchentes em alguns períodos do ano, por exemplo, o seguro residencial pode ser muito útil. O destelhamento de uma casa por culpa de um forte temporal, da mesma forma, pode ser reembolsado se o dono for um segurado.

A incidência de um raio capaz de queimar todos os aparelhos eletrônicos da residência também gera um prejuízo muito grande. Mesmo se você só tiver o básico, como geladeira, micro-ondas, máquina de lavar e chuveiro elétrico, o custo para consertá-los ou comprá-los novamente pode ser muito maior do que o valor de um seguro.

Alguns seguros também oferecem a cobertura para danos causados por você a terceiros. Caso uma infiltração no seu apartamento provoque um grande prejuízo no apartamento do vizinho, ou mesmo um vaso de flor ou outro objeto que danificou algo no imóvel de baixo, existe a possibilidade de a seguradora arcar com esses reparos.

O objetivo, portanto, é proteger o patrimônio do proprietário. Em caso de imóveis alugados, o inquilino geralmente arca com a taxa do seguro incêndio. Ou seja, além do condomínio e do IPTU, esse valor é acrescido do valor do aluguel. Na maioria dos casos, esse pagamento ocorre em uma parcela única, no começo da locação, ou a cada aniversário de aluguel.

Pela Lei do Inquilinato, no entanto, a cobrança não é obrigatoriamente devida pelo inquilino ao proprietário. Acaba sendo uma prática recorrente no mercado, porque de uma forma ou de outra o dono vai inserir essa taxa no valor do aluguel. O mais indicado é tentar negociar quando esse seguro será cobrado.

Tanto inquilinos quanto proprietários também podem contratar um seguro para proteger objetos pessoais e eletrônicos. Claro que não é obrigatório, mas o inquilino pode assumir esse seguro se quiser que o seu computador mais caro ou televisão de última geração estejam protegidos de eventuais roubos, por exemplo. Se o apartamento for mobiliado pelo proprietário e ele quiser assegurar tais objetos, esse custo não poderá ser embutido no aluguel e nem cobrado à parte.