Em que situações não acionar o Seguro de Vida?

Por Redação IQ 360

Índice de Conteúdomenu

  1. Doenças não cobertas
  2. Prazo de Prescrição
  3. Carência

Embora ainda poucos brasileiros possuam seguro de vida, esse é um mercado em ascensão no país. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), entidade que regulamenta o setor no país, a área movimentou cerca de R$239 bilhões de reais em 2016, um aumento de 9,2% comparando com o ano anterior.

Além de garantir segurança financeira para beneficiários e dependentes em caso de morte, o seguro de vida também garante estabilidade em situações que podem comprometer a geração de renda do segurado ainda em vida, como invalidez por acidente ou o diagnóstico de doenças graves. Em alguns casos essa modalidade de seguro também cobre despesas médicas, hospitalares e funerárias.

Os valores de indenização e prêmios (valor pago mensalmente pelo serviço), e quais itens são cobertos ou não, dependem do tipo de apólice. Por isso, é muito importante ler todas as cláusulas para entender qual o melhor tipo de seguro para o seu perfil e saber o que exatamente está segurado ou não, pois as seguradoras podem incluir no contrato riscos excluídos, ou seja, situações específicas em que se exime de pagar a cobertura, como mortes causadas pelo uso de material nuclear, contaminação radioativa, atos de guerra, doenças preexistentes, epidemias declaradas pelo governo, entre outros. Conheça a seguir situações em que não se deve acionar o seguro de vida.

Doenças não cobertas

Mesmo se a sua apólice garante a cobertura pelo diagnóstico de doenças graves é necessário saber quais situações são válidas, já que nem sempre todas as possibilidades estão inclusas e podem não estar cobertas pelo seguro. Por isso, pode ser inútil acionar o seguro caso a doença diagnosticada não esteja listada na apólice.

Prazo de Prescrição

Você sabia que todo seguro tem um prazo de prescrição? Ele é válido por um período após a ocorrência do sinistro e após o seu fim o segurado e/ou beneficiários perdem o direito de reclamar o pagamento da indenização. Fique atento em relação ao que é determinado em sua apólice, pois após o fim desse prazo será inútil acionar o seguro de vida. Esse período de tempo máximo, em caso de morte, geralmente começa a contar a partir da data do fato; já para casos de invalidez, a contagem inicia a partir da data em que a invalidez é formalizada pela previdência social; e para doenças graves, o prazo é válido a partir da data do diagnóstico.

Carência

Não é comum que as seguradoras incluam carência nas apólices, mas pode haver situações específicas em que elas sejam válidas, o que vai depender do tipo de seguro e da seguradora, embora a maioria delas possa ser dispensada preenchendo a Declaração Pessoal de Saúde (DPS). Para casos ou tentativas de suicídio, a lei estabelece que o segurado e beneficiários não têm direito a indenização se a situação ocorrer dentro do prazo de dois anos contados a partir da contratação do serviço. Já para o seguro resgatável, o período de carência impede o resgate do dinheiro investido antes do fim do prazo definido em contrato.