O que é gasolina adulterada? Como evitar?

Por Redação IQ 360

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A adulteração de combustível em pequenas e grandes cidades é uma realidade e um problema constante para os motoristas. Cada vez mais, postos são denunciados pela prática ilegal e mesmo assim continuam vendendo o produto. Na maioria dos casos, depois de muitos veículos danificados pela prática, o estabelecimento demora para ser vistoriado e lacrado; isso porque a fiscalização ainda é insuficiente para a grande quantidade de fraudes.
Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a adulteração ocorre quando existe uma adição ilegal de qualquer outra substância no combustível. No caso da gasolina, a mistura de etanol anidro só é permitida por lei na porcentagem entre 18% e 25% para cada litro. Acima disso, já é considerada uma gasolina adulterada. É muito comum também os postos colocarem água e solventes de todo tipo na mistura. Com isso, o combustível acaba rendendo mais na bomba, e como o preço é o mesmo, o dono do posto lucra muito mais.

Danos causados ao veículo

Para saber se o seu carro foi abastecido com combustível adulterado, os especialistas alertam para alguns sinais mais comuns: aumento repentino e excessivo do consumo de combustível; resíduos nas válvulas, injetores, velas de ignição e na câmara de combustão; diminuição abrupta da potência do carro, mesmo com o ar-condicionado desligado; e batida barulhenta dos pinos.

Como evitar gasolina adulterada

Saber se a gasolina vendida em um posto está adulterada não é tarefa fácil. Se você não tiver acesso a denúncias anteriores ou pessoas que tenham alertado sobre o risco de abastecer em determinado estabelecimento, fica ainda mais difícil. Apesar disso, alguns indicativos podem servir de alerta:

  • Não abasteça em postos muito baratos

Depois de fazer uma boa pesquisa na sua região e nos bairros próximos, você percebeu que o custo médio varia em uma determinada faixa de preço. Mas se encontrar um posto que estiver muito abaixo do menor valor, desconfie e não abasteça lá. Toda economia consciente começa em uma boa pesquisa e, para combustíveis, isso não é diferente. Fique de olho e prefira postos em que você já abasteceu e são de confiança.

  • Confira a distribuidora do posto

A origem da gasolina pode ser um outro indicador determinante. Os postos regularizados são obrigados a informar a procedência dos combustíveis que estão vendendo aos consumidores. Os que não têm uma distribuidora exclusiva precisam indicar a origem da gasolina e do etanol em cada uma das bombas. Se isso não estiver bem visível, desconfie também.

  • Teste de vazão

Os consumidores têm direito ao chamado teste de vazão, ou seja, aquele em que você pede para que o frentista teste a bomba antes de colocar o combustível no seu carro. O ideal é descer e ficar verificando a quantidade de combustível que sai da bomba e o relógio marcador.

  • Teste de proveta

Você também pode pedir o teste de proveta para verificar a porcentagem de etanol que foi adicionado à gasolina. Se der mais do que 25%, ela está adulterada. Se o frentista se recusar a fazê-lo, desconfie e cancele o abastecimento.
Por último, depois de tudo isso, se você encontrar irregularidades ou suspeitar do posto, faça uma denúncia formal ao Procon do seu Estado e ajude as autoridades nessa fiscalização. Mas não esqueça de guardar todas as notas fiscais. Se o seu carro foi prejudicado e o seu mecânico comprovou que o combustível estava adulterado, anexe esses documentos à denúncia. Não descarte a possibilidade de entrar com uma ação judicial, principalmente se o prejuízo for muito alto.